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Polícia pede prisão preventiva de coronel suspeito de matar a esposa PM

polícia encontrou a vítima com um tiro na cabeça no apartamento do casal

Polícia pede prisão preventiva de coronel suspeito de matar a esposa PM
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto durante a investigação sobre a morte da esposa dele, a policial militar Gisele Alves Santana. A polícia encontrou a vítima com um tiro na cabeça no apartamento do casal, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

Inicialmente, Geraldo Neto informou às autoridades que a esposa havia cometido suicídio, e os primeiros registros policiais seguiram essa versão. No entanto, novos indícios levaram os investigadores a tratar o caso como possível feminicídio.

Recentemente, peritos divulgaram o laudo necroscópico, que apontou lesões no rosto e no pescoço da policial. Após a exumação do corpo, os especialistas identificaram sinais de que Gisele pode ter sofrido agressões antes do disparo.

Além disso, os investigadores avaliam a possibilidade de a vítima ter desmaiado antes de ser baleada, o que levanta dúvidas sobre a versão apresentada inicialmente pelo tenente-coronel.

A Polícia Civil encaminhou o pedido de prisão preventiva ao Ministério Público, que agora analisa o caso antes da decisão judicial. Enquanto isso, os investigadores continuam monitorando o oficial para cumprir uma eventual ordem de prisão.

Paralelamente, a polícia também apura a conduta de três policiais militares que apareceram limpando o apartamento onde ocorreu a morte, sem autorização oficial. Os investigadores verificam se a ação pode ter comprometido possíveis provas.

Outro ponto da investigação envolve as ligações feitas por Geraldo Neto após afirmar que encontrou a esposa ferida. Segundo os investigadores, ele ligou primeiro para um desembargador e somente depois acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

Além disso, imagens registradas por socorristas mostram Gisele com a arma ainda presa à mão mesmo após o disparo. Especialistas ouvidos na investigação afirmam que, em casos de suicídio, o mais comum é que a arma caia da mão da vítima devido ao impacto do disparo.

O crime

A Polícia Militar encontrou a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, um tenente-coronel da corporação, no bairro do Brás, região central da capital, na manhã de quarta-feira (18).

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio. No entanto, diante de relatos contraditórios e de novos elementos reunidos durante a apuração, a polícia reclassificou o caso como morte suspeita para esclarecer o que, quando, como e por que o disparo aconteceu.