
A Polícia Civil identificou o homem morto em uma execução com mais de 20 tiros na manhã de domingo (5), no bairro Alto São Bento em Itapema. Roberto Radzikowski Júnior, de 38 anos, conhecido como Maninho, morreu no local após o ataque. Agora, os investigadores concentram esforços para localizar os autores e esclarecer a motivação do crime.
Além da identificação da vítima, as equipes reuniram novas informações sobre a fuga dos criminosos. Imagens de câmeras de monitoramento mostram três suspeitos chegando em um Ford Ka com registro de roubo e placas adulteradas. Em seguida, o grupo abandonou o automóvel nas proximidades do local do homicídio, entrou em um Ford Fiesta e deixou a região.
Na sequência, policiais militares, agentes da Agência de Inteligência e equipes da Guarda Municipal realizaram buscas em diversos pontos da cidade. No entanto, os suspeitos escaparam. Mesmo assim, as diligências indicam que o grupo seguiu em direção à Grande Florianópolis.
Investigadores apreendem armas na residência da vítima
Durante o atendimento da ocorrência, policiais militares entraram na residência de Maninho e encontraram duas armas de fogo, munições e outros materiais de interesse para a investigação. Logo depois, a equipe encaminhou todo o armamento à Polícia Civil, que agora realiza exames periciais.
Conforme testemunhas, Roberto retornava de um imóvel vizinho quando o Ford Ka se aproximou. Logo depois, os ocupantes abriram fogo. Um dos criminosos ainda desceu do veículo e continuou atirando antes de fugir com os comparsas.
Histórico criminal reforça linhas de investigação
Paralelamente, a Polícia Civil analisa o histórico criminal da vítima para entender se antigos conflitos motivaram a execução.
Em 2014, investigadores incluíram Maninho entre os suspeitos do assassinato de Anderson Luis Batista Tomaz, morto a tiros em frente a um bar na Terceira Avenida, em Balneário Camboriú. Posteriormente, a investigação apontou uma desavença surgida no sistema prisional como possível motivação daquele homicídio.
Além disso, policiais prenderam Maninho em 2017 durante uma abordagem no bairro Vila Real, em Balneário Camboriú. Na ocasião, a equipe apreendeu uma pistola, munições e cerca de R$ 45 mil que estavam com ele.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua as diligências, analisa imagens, ouve testemunhas e reúne novas provas. Por fim, os investigadores tentam identificar todos os envolvidos e descobrir o que motivou a execução. Até agora, nenhum suspeito respondeu pelo crime.

