
A Polícia Civil retirou um adolescente da investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, depois de comprovar que ele não estava no local no dia das agressões, na terça-feira (27). A apuração mostrou que o jovem estava com outro grupo de adolescentes em um ponto diferente da cidade. Por isso, os investigadores concluíram que ele não teve participação no caso e decidiram excluí-lo oficialmente do inquérito.
Apuração muda o rumo do caso
Desde o início, a polícia analisou imagens, ouviu testemunhas e cruzou depoimentos. Com isso, os investigadores perceberam inconsistências na versão que ligava o adolescente ao episódio. Em seguida, novas provas confirmaram a localização do jovem no momento das agressões. Assim, a corporação descartou qualquer envolvimento dele com o crime.
Além disso, o delegado responsável reforçou que a investigação precisa seguir critérios técnicos. Segundo a Polícia Civil, a exclusão do adolescente mostra que o inquérito avançou com base em fatos e não em suposições. Dessa forma, o procedimento ganha mais precisão e segurança jurídica.
Família relata impacto da suspeita
Enquanto a investigação avançava, a família do adolescente enfrentou dias de tensão. O pai afirmou que ficou surpreso ao saber que o filho havia sido citado no caso. Já a mãe relatou que o jovem sofreu emocionalmente com a exposição e com os comentários nas redes sociais. Por isso, a família buscou apoio psicológico para atravessar o período de incerteza.
Além disso, os familiares reforçaram que o adolescente sempre negou qualquer contato com o cão Orelha. Segundo eles, a confirmação da inocência traz alívio, mas não apaga o desgaste vivido nos últimos dias.
Proteção legal ao adolescente
Ao tratar do caso, a Polícia Civil destacou que a identidade do jovem segue protegida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A legislação impede a divulgação de dados que permitam reconhecer menores envolvidos em investigações. Assim, as autoridades evitam exposição indevida e preservam os direitos do adolescente.
Investigação continua
Apesar da exclusão do jovem, o inquérito sobre a morte do cão Orelha segue em andamento. A polícia continua ouvindo envolvidos e reunindo provas para identificar quem praticou as agressões. Enquanto isso, o caso mantém forte repercussão entre moradores e protetores de animais.
Ao mesmo tempo, o episódio reacende o debate sobre violência contra animais e sobre a responsabilização de quem comete esse tipo de crime. Com isso, a investigação entra em uma nova fase, agora mais focada nos autores efetivos do ataque.
Com a retirada do adolescente do inquérito, a Polícia Civil reafirma que a investigação avança com base em provas e não em suspeitas frágeis. Ao mesmo tempo, o caso do cão Orelha segue aberto e sob apuração, até que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

