
A Polícia Civil de São Paulo intensificou nesta quinta-feira (26) a investigação da morte do empresário Adalberto Amarilio Júnior, registrada em 2025 no Autódromo de Interlagos, na zona sul da capital. Os investigadores apreenderam celulares, ouviram suspeitos e reforçaram a linha de homicídio, porque os laudos apontam sinais claros de violência e asfixia.
Polícia acelera coleta de provas
Primeiro, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão. Em seguida, recolheram cerca de dez celulares que agora passam por perícia. Ao mesmo tempo, a equipe ampliou o número de depoimentos, principalmente de pessoas que trabalhavam no evento de motociclismo onde o empresário esteve antes de desaparecer.
Além disso, os investigadores direcionaram o foco para seguranças que atuavam no local. Um deles já prestou depoimento e teve o celular apreendido. Com isso, a polícia tenta reconstruir passo a passo o que aconteceu dentro do autódromo.
Laudos reforçam hipótese de crime
Enquanto a investigação avança, os laudos periciais deixam o cenário mais claro. A perícia identificou asfixia como causa da morte e encontrou sinais de agressão no pescoço da vítima. Por isso, a polícia praticamente descarta a hipótese de acidente.
Ao mesmo tempo, os investigadores trabalham com a possibilidade de uma confusão. Segundo essa linha, o empresário pode ter acessado uma área restrita, o que teria provocado uma abordagem mais dura por parte de seguranças.
Na sequência, a suspeita é direta. Ele pode ter sido imobilizado e, depois, colocado em um buraco de obra dentro do complexo.
Caso ganha novo rumo
No início, o caso gerava dúvidas. Havia incerteza entre acidente e crime. Agora, com novas provas, o cenário muda de forma consistente. A investigação entra em uma fase decisiva.
Além disso, o tempo passa a jogar contra os envolvidos. A análise dos celulares deve revelar conversas, movimentações e possíveis combinações entre suspeitos.
Relembre o caso
O empresário desapareceu no dia 30 de maio de 2025 após participar de um evento de motociclismo no Autódromo de Interlagos. Dias depois, o corpo foi encontrado em uma área em obras, dentro de um buraco profundo.
Desde então, o caso chamou atenção pelo contexto incomum. O corpo estava sem parte das roupas e sem objetos pessoais, o que levantou ainda mais suspeitas.
O que ainda falta responder
Apesar dos avanços, a investigação ainda precisa fechar pontos-chave. A polícia quer identificar todos os envolvidos, entender a motivação e detalhar exatamente como o crime aconteceu.
Agora, o jogo vira nos bastidores. Com provas técnicas e depoimentos cruzados, a expectativa cresce. E, nesse tipo de caso, quando as peças começam a se encaixar, dificilmente alguém escapa.

