
A Polícia Federal proibiu, na sexta-feira (31), a gravação da série “Aeroporto: Área Restrita” em áreas restritas de segurança dos aeroportos. Ao negar novos credenciamentos e cancelar autorizações já concedidas em terminais como Guarulhos, Galeão, Viracopos e Fortaleza. A corporação afirma que a medida cumpre normas da aviação civil e busca proteger procedimentos sensíveis. A produtora, por sua vez, contesta a decisão e aponta prejuízo à nova temporada do programa.
Decisão muda rotina das gravações
A Polícia Federal passou a considerar que equipes de filmagem não se enquadram nos critérios de acesso às Áreas Restritas de Segurança, espaços controlados e destinados apenas a profissionais que exercem funções operacionais. Por isso, o órgão deixou de autorizar a presença de câmeras em locais onde ocorrem inspeções, abordagens e procedimentos de fiscalização.
Além disso, a corporação sustenta que regras da Agência Nacional de Aviação Civil limitam o registro de imagens que possam expor infraestrutura estratégica e métodos de controle. Segundo a PF, a presença constante de equipes externas pode interferir na rotina e criar riscos à segurança aeroportuária.
Produtora reage e cita histórico
A Moonshot Pictures, responsável pela produção da série, afirma que iniciou as gravações da nova temporada em dezembro, com autorizações válidas nos aeroportos de Campinas, Rio de Janeiro e Fortaleza. No entanto, em janeiro, a Polícia Federal barrou o credenciamento em Guarulhos e revogou permissões nos demais terminais.
Ainda de acordo com a produtora, as sete temporadas anteriores foram gravadas com autorização oficial desde 2016, sem registro de incidentes ou prejuízo às operações. Por isso, a empresa defende que o programa tem caráter informativo e educativo, além de contribuir para a compreensão do trabalho de fiscalização realizado nos aeroportos.
Segurança x visibilidade pública
A decisão reforça um impasse antigo entre a necessidade de proteger áreas sensíveis e o interesse público em acompanhar ações do Estado. De um lado, a Polícia Federal sustenta que precisa preservar protocolos e estruturas críticas. De outro, a produção argumenta que a série amplia a transparência e aproxima a população da atuação policial.
Enquanto isso, a suspensão das gravações interrompe a rotina da equipe e adia a continuidade da temporada prevista para este ano.
Com a nova orientação da Polícia Federal, a série “Aeroporto: Área Restrita” perde acesso aos bastidores das operações em áreas controladas, e o caso passa a simbolizar a tensão entre segurança institucional e exposição midiática de atividades públicas.

