
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que a bebê Helena Almeida, de 10 meses, não foi vítima de violência sexual. O laudo, divulgado nesta sexta-feira (17), apontou que a criança morreu por asfixia. Com isso, a investigação conduzida pela Polícia Civil do Ceará mudou de direção, já que a principal hipótese deixou de ser estupro e passou a ser a causa da asfixia.
Laudo muda principal linha de investigação
Inicialmente, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que havia suspeita de violência sexual. A hipótese levou à prisão em flagrante de dois homens, autuados, em um primeiro momento, pelo crime de estupro.
No entanto, após a conclusão dos exames periciais, a investigação tomou outro rumo. Segundo a SSPDS, os peritos não encontraram indícios de violência sexual no corpo da criança.
Além disso, os exames laboratoriais descartaram a presença de álcool e drogas nas amostras de sangue coletadas.
Exames não encontraram vestígios de violência sexual
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, a perícia também não identificou sêmen nem material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência.
Além disso, o exame sexológico concluiu que Helena não sofreu violência sexual.
Em nota, a SSPDS informou:
“Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança. Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual.”
Polícia segue investigando morte da criança
Com a divulgação do laudo, a Polícia Civil concentra os esforços para esclarecer as circunstâncias da morte da bebê. A principal linha de investigação agora busca determinar como ocorreu a asfixia e qual foi a dinâmica dos fatos.
Enquanto isso, o caso continua sob investigação. As autoridades ainda apuram a responsabilidade dos envolvidos e aguardam a conclusão das demais diligências para definir os próximos passos do inquérito.

