
Santa Catarina entrou na mira de uma megaoperação policial deflagrada na manhã desta terça-feira (16) contra suspeitos de envolvimento com caça ilegal de animais silvestres, tráfico de armas, porte ilegal de armamentos, maus-tratos e tráfico de animais. As ações ocorrem em Brusque, Itajaí e Rio dos Cedros, no Vale do Itajaí, e fazem parte de uma ofensiva coordenada pela Polícia Civil do Paraná.
Ao todo, as forças de segurança cumprem 63 mandados judiciais em três estados. Desses, 31 são de prisão e 32 de busca e apreensão. Além disso, mais de 150 policiais participam da operação.
Investigação revelou grupo que negociava armas e promovia caça
A investigação começou em julho de 2025 após uma denúncia anônima apontar a comercialização de armas de fogo em um grupo de mensagens.
A partir daí, os investigadores identificaram os participantes e descobriram que o espaço também servia para compartilhar vídeos e fotos de caça ilegal de animais silvestres. Além disso, os integrantes utilizavam o grupo para negociar armas, munições e até cães treinados para caça.
Segundo o delegado Guilherme Dias, responsável pelas investigações, a operação busca interromper tanto o comércio ilegal de armamentos quanto a prática da caça clandestina.
Cidades catarinenses estão entre os alvos
Em Santa Catarina, os mandados são cumpridos em Brusque, Itajaí e Rio dos Cedros. No entanto, as autoridades ainda não divulgaram a quantidade de alvos em cada município nem a identidade dos investigados.
Além das cidades catarinenses, a operação ocorre em diversos municípios do Paraná e também em Canarana, no Mato Grosso.
Suspeitos compartilhavam registros de crimes
De acordo com a Polícia Civil, os investigados agiam com pouca preocupação em esconder as atividades ilegais. Conforme a apuração, eles utilizavam números pessoais para negociar armas e divulgar conteúdos relacionados à caça.
Os policiais encontraram mensagens com registros de animais abatidos, além de vídeos que mostravam caçadas e trocas de informações sobre técnicas utilizadas pelos integrantes.
Entre os principais alvos da caça ilegal estavam veados, pacas e catetos, espécie popularmente conhecida como porco-do-mato.
Operação busca ampliar investigações
Agora, os investigadores analisarão celulares, documentos e demais materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados. A expectativa é identificar novos envolvidos e aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo em Santa Catarina e nos demais estados.
Com a operação, as forças de segurança pretendem enfraquecer uma rede suspeita de integrar crimes ambientais e comércio ilegal de armas, práticas que, segundo a polícia, vinham ocorrendo de forma recorrente por meio de grupos de mensagens.

