Região Santa Catarina

Operação mira responsáveis por 1,3 tonelada de cocaína apreendida na BR-101

Mandados foram cumpridos em várias cidades de Santa Catarina e Paraná

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Operação mira responsáveis por 1,3 tonelada de cocaína apreendida na BR-101

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santa Catarina (FICCO/SC) deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), uma operação para responsabilizar os integrantes da organização criminosa envolvida na logística de 1,3 tonelada de cocaína apreendida na BR-101, em Itajaí. A ação cumpre quatro mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná.

A investigação ganhou força após a Polícia Rodoviária Federal apreender a droga no dia 6 de novembro de 2024. Na ocasião, os agentes abordaram um caminhão na BR-101 e localizaram o entorpecente escondido no baú do veículo. Imediatamente, os policiais prenderam o motorista em flagrante e encaminharam a carga milionária à perícia.

Desde então, a FICCO/SC aprofundou as apurações. Com isso, os investigadores rastrearam conexões financeiras, identificaram suspeitos de financiar a remessa e mapearam os responsáveis por viabilizar o transporte da droga. Além disso, a análise de dados telemáticos, movimentações bancárias e comunicações interceptadas revelou a existência de uma rede estruturada, com divisão clara de funções.

Agora, a nova fase da operação mira os organizadores, financiadores e facilitadores logísticos do esquema. Segundo a força-tarefa, o grupo atuava de forma articulada e mantinha ligação com o tráfico internacional de drogas. Portanto, a ofensiva policial busca desarticular completamente a cadeia operacional que sustentava o envio da cocaína pelo estado.

Funções na logística do tráfico de drogas

Ainda conforme a FICCO/SC, os alvos desempenhavam papéis estratégicos na engrenagem criminosa. Enquanto alguns negociavam a carga e garantiam recursos financeiros, outros providenciavam veículos, rotas e motoristas para o transporte. Dessa forma, a organização conseguia movimentar grandes quantidades de entorpecentes pelas rodovias federais.

A operação mobilizou equipes da Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar de Santa Catarina e Polícia Penal catarinense, com apoio da Secretaria Nacional de Políticas Penais. Ao integrar diferentes forças de segurança, a FICCO/SC reforça o combate ao crime organizado e amplia a capacidade de investigação e repressão qualificada.

Com o cumprimento dos mandados, os presos devem responder pelos crimes investigados e permanecerão à disposição da Justiça. Paralelamente, os materiais apreendidos nas buscas serão analisados para aprofundar as provas e identificar outros possíveis envolvidos.

Crimes investigados e punições previstas

Os investigados devem responder, principalmente, por tráfico de drogas e por integrar organização criminosa. O tráfico internacional de entorpecentes pode resultar em pena de 5 a 15 anos de reclusão, além de multa, podendo aumentar conforme a quantidade de droga e o envolvimento com organização estruturada. Já o crime de organização criminosa prevê pena de 3 a 8 anos de prisão, também com possibilidade de agravantes.

Além disso, caso a investigação comprove a existência de financiamento ou lavagem de dinheiro vinculados à operação, os envolvidos poderão responder por esses delitos, que também preveem penas elevadas e bloqueio de bens. Dessa maneira, a Justiça poderá aplicar sanções que incluem reclusão, multa e perda de patrimônio obtido com a atividade ilícita.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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