
A Polícia Civil de Santa Catarina colocou nas ruas, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Efeito Dominó para aprofundar uma investigação sobre supostas irregularidades no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SC). Os policiais apuram fraudes na seleção de integrantes das Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jari), além de possíveis favorecimentos e desvios de recursos relacionados às gratificações pagas por sessões de julgamento.
A investigação aponta que integrantes do grupo suspeito alteraram critérios previstos em edital para beneficiar pessoas próximas, entre elas amigos e familiares. Além disso, os investigadores analisam a ocupação de vagas destinadas à sociedade civil por empresas privadas com fins lucrativos.
As apurações começaram em 2025, depois que a presidência do Detran-SC encaminhou informações à Polícia Civil. Desde então, os investigadores reuniram documentos e elementos que indicam possíveis irregularidades na composição das juntas responsáveis por analisar recursos de multas de trânsito.
Suspeita de rachadinha e buscas em sete cidades
Além do suposto direcionamento de vagas, a Polícia Civil investiga indícios de rachadinha. Conforme a apuração, participantes das sessões de julgamento teriam repassado parte das gratificações recebidas a coordenadores ligados ao grupo investigado.
Para avançar na coleta de provas, cerca de 80 policiais cumprem 21 mandados de busca e apreensão. As equipes atuam em Florianópolis, São José, Palhoça, Içara, Criciúma, São Lourenço do Oeste e Vitorino.
Durante a operação, os agentes recolhem documentos, registros financeiros, celulares, computadores e outros materiais digitais. Os investigadores analisam o conteúdo para identificar a participação dos suspeitos e esclarecer a movimentação dos recursos.
O caso segue sob segredo de Justiça. Por isso, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre os alvos nem sobre as provas já reunidas durante a investigação.

