Região Santa Catarina

Operação da Polícia Civil mira grupo que vendia Mounjaro ilegalmente

Remédios sem autorização sanitária podem colocar consumidores em risco

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Operação da Polícia Civil mira grupo que vendia Mounjaro ilegalmente
Foto: Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil de Santa Catarina intensificou o combate ao comércio ilegal de medicamentos e deflagrou uma operação para investigar a venda irregular de produtos à base de tirzepatida, princípio ativo conhecido pelo nome comercial Mounjaro. A ação ocorreu em São João Batista no Vale do Rio Tijucas, e teve como alvo uma suspeita de importar, armazenar e comercializar medicamentos sem autorização dos órgãos competentes.

Com apoio da Delegacia de Polícia de Major Gercino, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão. As equipes realizaram as diligências em um estabelecimento comercial e na residência da investigada, onde recolheram documentos, equipamentos e outros materiais que podem reforçar as investigações.

A operação teve início após a Vigilância Sanitária Municipal repassar informações que indicavam possíveis irregularidades na comercialização dos medicamentos. A partir desses dados, a Polícia Civil instaurou a investigação e solicitou os mandados à Justiça, que autorizou as buscas.

Na última terça-feira, 15 de julho, os policiais executaram as ordens judiciais para aprofundar a apuração e reunir provas. A ação envolveu a entrada de medicamentos de origem estrangeira, vindos do Paraguai, sem registro ou autorização dos órgãos de fiscalização sanitária.

Crime pode resultar em até 15 anos de prisão

Segundo a Polícia Civil, a investigação apura um possível crime contra a saúde pública. A legislação brasileira considera esse tipo de prática de alta gravidade, já que medicamentos comercializados fora do controle sanitário podem apresentar riscos à população.

Além disso, as autoridades alertam que não há garantia sobre a origem, a conservação, a composição, a eficácia ou a segurança desses produtos. Por isso, a orientação é que consumidores adquiram medicamentos apenas em estabelecimentos devidamente autorizados pelos órgãos competentes.

A importação, venda, exposição à venda, distribuição ou armazenamento de medicamentos em desacordo com a legislação sanitária pode resultar em pena de 10 a 15 anos de reclusão, além da aplicação de multa.

Enquanto isso, o inquérito policial segue em andamento. A Polícia Civil agora analisa o material apreendido durante a operação e realiza novas diligências. Isso, para esclarecer completamente os fatos e identificar todos os possíveis envolvidos no esquema.

Murilo José

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Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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