
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Santa Catarina apoiou, nesta quinta-feira (20), a Operação Cátaros, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo. A ação teve um dos desdobramentos em Balneário Camboriú, no litoral Norte catarinense.
A investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa ligada a lavagem de dinheiro e outros crimes. Além disso, as autoridades investigam possíveis vínculos entre os suspeitos e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ao todo, as equipes cumpriram 21 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em cidades de São Paulo e em Santa Catarina.
Gaeco cumpre mandado em Balneário Camboriú
Em Santa Catarina, o Gaeco do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) prestou apoio às equipes responsáveis pela operação. Assim, os agentes cumpriram em Balneário Camboriú uma das ordens judiciais expedidas pela Justiça.
A operação também mobilizou equipes nos municípios paulistas de Cotia, São Paulo, Jandira e São Lourenço da Serra.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, 11 pessoas estão entre os alvos da investigação. O grupo inclui três vereadores de Cotia, além de outros suspeitos que aparecem na apuração.
As autoridades investigam uma possível estrutura utilizada para movimentar e ocultar recursos de origem ilícita. Nesse contexto, a apuração também busca esclarecer eventuais relações entre agentes políticos e integrantes de uma organização criminosa.
Armas, dinheiro e equipamentos são apreendidos
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam armas, munições, dinheiro em espécie, coletes à prova de bala, veículos, computadores, celulares e documentos.
Além disso, os investigadores realizaram buscas em diferentes endereços relacionados aos alvos. A Câmara Municipal de Cotia também recebeu equipes durante a operação.
Os materiais recolhidos agora devem passar por análise. Dessa forma, os investigadores poderão identificar novas informações sobre a possível movimentação financeira e as relações mantidas pelos suspeitos.
Investigação continua
A Operação Cátaros busca reunir provas sobre a possível participação dos investigados em uma organização criminosa e em um esquema de lavagem de dinheiro.
Por enquanto, as autoridades ainda analisam o material apreendido e devem aprofundar a apuração a partir das informações encontradas durante as buscas.
O cumprimento dos mandados, portanto, representa uma etapa da investigação. Os alvos são considerados suspeitos e ainda não foram condenados pela Justiça.

