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Falsa adolescente procurou hospital infantil com agulhas no corpo

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, usou identidade falsa ao buscar atendimento em Florianópolis

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Falsa adolescente procurou hospital infantil com agulhas no corpo
Raio-X realizado em um hospital de Goiás revelou diversas agulhas espalhadas pelo corpo da mulher em 2024 — Foto: Polícia Civil/Polícia Militar/Reprodução.

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, procurou o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, em setembro de 2023, fingindo ser uma adolescente de 13 anos. Durante o atendimento, médicos encontraram diversas agulhas espalhadas pelo corpo da mulher em exames de raio-X.

A Polícia Civil prendeu Amanda nesta semana, em Joinville, por suspeita de estelionato e falsa identidade. Além disso, a Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva após audiência de custódia realizada na quarta-feira (3).

Mulher usou nome falso em hospital infantil

Na época, Amanda vivia em uma casa de acolhimento na Capital e procurou atendimento médico alegando fortes dores abdominais.

Durante o atendimento, ela se apresentou como “Caroline da Silva Bastos” e afirmou ter apenas 13 anos. Os exames realizados pela equipe médica revelaram a presença de diversas agulhas no corpo da paciente.

Até o momento, não há informações sobre a origem desses objetos nem se eles permanecem no organismo dela.

Hospital suspeitou de maus-tratos

Diante da descoberta, a equipe médica passou a suspeitar de possíveis maus-tratos e acionou imediatamente o Conselho Tutelar.

Segundo a diretora do hospital, Maristela Cardozo Biazon, a unidade seguiu os protocolos previstos para esse tipo de situação.

“Houve a suspeita de maus-tratos. Por isso, notificamos o caso e marcamos uma consulta ambulatorial. Durante esse período, descobrimos que a paciente já havia apresentado a mesma situação em outros locais. Então, entramos em contato com o Conselho Tutelar, com a casa de acolhimento e também acionamos a polícia”, explicou.

Enquanto isso, profissionais da saúde aprofundavam a apuração sobre a identidade da paciente.

Exames em Goiás também encontraram agulhas

Posteriormente, a investigação revelou que Amanda já havia aplicado golpes semelhantes em outros estados.

Em 2024, por exemplo, ela procurou um hospital em Goiás utilizando o mesmo tipo de narrativa. Na ocasião, exames de raio-X também mostraram diversas agulhas espalhadas pelo corpo.

Assim como ocorreu em Santa Catarina, autoridades acionaram o Conselho Tutelar e a Polícia Militar após a descoberta.

Polícia identifica histórico de golpes

Ao aprofundar as investigações, a Polícia Civil de Santa Catarina identificou registros semelhantes envolvendo Amanda em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Segundo os investigadores, ela costumava assumir identidades falsas e se apresentar como adolescente em situação de vulnerabilidade para conquistar a confiança de pessoas e instituições.

Família acolheu suspeita por mais de um ano

Em Joinville, Amanda conviveu durante 14 meses com uma família que acreditava estar acolhendo uma menina em situação de risco.

Inicialmente, ela afirmou ter 18 anos, experiência em panificação e interesse em conseguir emprego. Com o passar do tempo, porém, começou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras.

Posteriormente, mudou novamente sua versão e passou a dizer que tinha apenas 11 anos e que havia sido vítima de abusos.

Sensibilizados, os moradores permitiram que ela morasse na residência. Além disso, acreditando que se tratava de uma criança, chegaram a organizar uma festa de aniversário para comemorar seus supostos 12 anos.

Defesa pede exame de sanidade mental

Enquanto a investigação avança, a defesa da suspeita solicitou a realização de um exame de sanidade mental.

O advogado dativo Rafael Luiz Siewert informou que identificou elementos que justificam a avaliação psiquiátrica. O pedido foi aceito pela Justiça, que determinou a realização da perícia oficial.

Agora, Amanda permanece presa preventivamente e à disposição da Justiça até a conclusão dos exames e do andamento das investigações.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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