
Nesta terça-feira (17 o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o pai de uma adolescente de 17 anos pelos crimes de sequestro qualificado, feminicídio e ocultação de cadáver, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso, que mobilizou buscas por semanas, ganhou novos desdobramentos após a formalização da acusação na Justiça.
De acordo com a denúncia, apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca, o homem, natural de Jaraguá do Sul, teria retirado a filha de casa à força na madrugada de 30 de novembro de 2025. A acusação aponta que ele a levou até uma área isolada na zona rural de Itajaí.
Motivação e contexto de violência doméstica
Segundo o MPSC, o crime teria sido cometido em contexto de violência doméstica e familiar. A denúncia sustenta que o feminicídio teria sido motivado por vingança, após o acusado ter sido condenado por crimes sexuais praticados contra a própria filha.
O Ministério Público também afirma que, após a morte, o corpo foi levado até um sítio de propriedade do denunciado, no município de Caraá (RS), onde teria sido ocultado em uma área de mata. O corpo foi encontrado em 16 de janeiro de 2026.
Pedido de julgamento pelo Tribunal do Júri
O MPSC pede que a denúncia seja recebida pela Justiça e que o réu seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.
Além disso, o órgão solicitou indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima, como forma de reparação pelos danos causados.
Em manifestação oficial, a promotora responsável pelo caso destacou que a denúncia representa um passo importante para a responsabilização do acusado e para o enfrentamento da violência contra meninas e mulheres em Santa Catarina.
O processo agora depende da decisão do Judiciário para dar continuidade à ação penal.

