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Justiça condena mãe e padrasto que espancaram bebê até a morte em SC

Crime aconteceu em 2025 no Oeste de Santa Catarina

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Justiça condena mãe e padrasto que espancaram bebê até a morte em SC
Padrasto e a mãse da menina foraqm presos em Campos Novos, mas seuws nomes nunca foram divulgados. Foto: PCSC / divulgação

A Justiça de Santa Catarina condenou a mãe e o padrasto da bebê Vitória, de apenas 8 meses, que morreu após sofrer sucessivas agressões, na cidade de Campos Novos, no Oeste catarinense. A sentença saiu na quinta-feira (21) e as penas somadas ultrapassam 37 anos de prisão.

A mãe recebeu pena de 20 anos, 2 meses e 19 dias de reclusão, enquanto o padrasto foi condenado a 17 anos, 7 meses e 16 dias. Ambos agora deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado. Eles foram considerados culpados pela morte de Vitória e por maus-tratos cometidos à menina e ao irmão dela, que tinha apenas 3 anos na época dos fatos.

O casal estava preso preventivamente desde 23 de agosto de 2025. Na época, o pedido de prisão foi feito pela delegada Fernanda Gehlen, responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Campos Novos. Segundo ela, o pedido se embasou nas diversas contradições apresentadas nos depoimentos dos suspeitos e os relatos de vizinhos. Apesar da condenação, a decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

O caso causou forte comoção em Santa Catarina após a bebê dar entrada em um hospital de Joaçaba na madrugada de 20 de agosto de 2025. A criança apresentava diversos ferimentos pelo corpo e sinais evidentes de violência. Mesmo após receber atendimento médico, Vitória não resistiu à gravidade das lesões e morreu poucas horas depois.

Inicialmente, a mãe, que tinha 21 anos na época, procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Herval d’Oeste afirmando que a filha estava com febre e dificuldades para respirar. No entanto, os profissionais de saúde perceberam as lesões incompatíveis com o relato apresentado e acionaram imediatamente as autoridades.

De acordo com a Polícia Civil, exames da Polícia Científica apontaram diversas fraturas em diferentes partes do corpo da bebê. Algumas lesões já apresentavam sinais de cicatrização, indicando que as agressões ocorreram em momentos distintos e vinham se repetindo ao longo do tempo.

Entre os ferimentos estavam fraturas nas costelas em diferentes estágios de consolidação, além de lesões ósseas no antebraço e na coxa direita. Para os investigadores, as evidências demonstraram que Vitória foi submetida a episódios sucessivos de violência antes de morrer.

Durante os depoimentos, a mãe apresentou versões consideradas contraditórias sobre o que havia acontecido com a filha. Segundo a investigação, ela também tentou ocultar a presença do companheiro, padrasto da criança, que residia na mesma casa.

À medida que as apurações avançaram, a Polícia Civil reuniu relatos de vizinhos que afirmaram ouvir com frequência choros intensos, gritos e xingamentos direcionados às crianças dentro da residência. Os depoimentos reforçaram a suspeita de que a violência fazia parte da rotina do ambiente familiar.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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