
A empresária catarinense Camila Mendonça Marques, de 38 anos, condenada a 17 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, teve o pedido de prisão domiciliar humanitária autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela deixou a Penitenciária Feminina de Criciúma na manhã de sábado (9) e voltou para casa, em Tubarão, no Sul do estado.
Mãe de duas crianças e sócia numa loja de materiais de construção, Camila foi julgada em março de 2024 e condenada pela maioria dos ministros do STF. A decisão representa um reconhecimento da necessidade de proteção à convivência familiar, permitindo que ela retorne ao lar e conviva com seus filhos após um período de grande sofrimento e distância.
O nome de Camila figurou desde o início na lista de presos que, num primeiro momento, foram levados para um ginásio da Polícia federal em Brasília. Dias depois, ela foi transferida junto com outras centenas de mulheres para o Presídio Feminino da Colmeia, no Distrito Federal.
Transferida para o sistema prisional catarinense, Camila chegou a ganhar liberdade ainda em 2023, mas teve que voltar para a prisão poucos meses depois, após nova ordem da Justiça. Em janeiro deste ano, ela teve um pedido de prisão domiciliar negado pelo STF. Naquela oportunidade, a Procuradoria Geral da República alegou que “não ficou suficientemente demonstrada a imprescindibilidade da presença da executada para os cuidados dos filhos menores. Ou que a apenada seria a única pessoa que poderia provê-los”.

