
O Tribunal do Júri de Florianópolis absolveu, na terça-feira (2), o policial militar Rafael Azevedo de Souza e o segurança Gean Carlos dos Santos pelas acusações relacionadas à morte do empresário Thiago Kich de Melo. O caso ocorreu em outubro de 2024 na antiga boate Sex Night, no Centro da Capital, e ganhou grande repercussão após a divulgação de imagens da confusão que terminou com a morte da vítima.
Jurados analisaram provas e decidiram pela absolvição
Após horas de julgamento, os jurados ouviram testemunhas, avaliaram laudos, analisaram imagens e acompanharam os argumentos da acusação e da defesa. Em seguida, o Conselho de Sentença decidiu absolver o policial militar das acusações relacionadas ao homicídio.
Além disso, os jurados também analisaram a situação do segurança Gean Carlos dos Santos. Nesse caso, o Conselho de Sentença desclassificou a acusação para lesão corporal grave. Com isso, ele também foi absolvido ao final do julgamento.
A decisão encerra uma das etapas mais importantes de um processo que mobilizou autoridades, familiares e a opinião pública desde o fim de 2024.
Confusão começou após discussão dentro da boate
De acordo com as investigações, a ocorrência começou na madrugada de 8 de outubro de 2024. Inicialmente, uma discussão envolvendo o pagamento da conta gerou tensão dentro da casa noturna.
Pouco depois, o desentendimento evoluiu para agressões físicas. Em seguida, a situação saiu do controle e provocou uma confusão generalizada envolvendo clientes e profissionais responsáveis pela segurança do estabelecimento.
Durante o tumulto, o policial militar efetuou um disparo que atingiu o empresário Thiago Kich de Melo. Apesar do socorro prestado, a vítima não resistiu aos ferimentos.
Ao mesmo tempo, câmeras de monitoramento registraram parte da ocorrência. Posteriormente, essas imagens circularam nas redes sociais e passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pela investigação.
Caso gerou forte repercussão em Santa Catarina
Desde os primeiros dias após o ocorrido, o caso despertou grande atenção da sociedade catarinense. Por causa da gravidade da ocorrência, veículos de comunicação acompanharam cada etapa da investigação e do processo judicial.
Além disso, especialistas, autoridades e moradores passaram a debater temas como o uso da força, a atuação de profissionais de segurança em ambientes privados e os protocolos adotados em situações de conflito.
Consequentemente, o caso ultrapassou os limites da esfera criminal e passou a integrar discussões mais amplas sobre segurança e responsabilidade em estabelecimentos noturnos.
Julgamento encerra capítulo importante do processo
Agora, com a decisão do Tribunal do Júri, o caso entra em uma nova fase jurídica. Embora ainda possam existir medidas processuais previstas na legislação, o julgamento representa um marco importante dentro da ação penal.
Ao mesmo tempo, a decisão coloca um ponto final em uma das sessões mais aguardadas da Justiça catarinense nos últimos anos. Assim, o veredito encerra um capítulo que começou com uma madrugada de violência e que, desde então, acompanhou o debate público em Florianópolis e em todo o estado.

