
A Justiça de Santa Catarina recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou réu, nesta terça-feira (21), o homem de 24 anos acusado de matar a namorada, Maria Eduarda Salvaro, em Criciúma, no Sul do Estado. Segundo a investigação, ele estrangulou a jovem, alterou a cena do crime e, em seguida, tentou simular um suicídio para dificultar as investigações.
Ministério Público denuncia suspeito por feminicídio
O Ministério Público denunciou o acusado por feminicídio com causa de aumento de pena. De acordo com a investigação, ele matou a companheira por estrangulamento, utilizando meio cruel e impedindo qualquer possibilidade de defesa da vítima.
Além disso, a Promotoria também o denunciou por fraude processual. Conforme o inquérito, o suspeito modificou a cena do crime para fazer parecer que Maria Eduarda havia tirado a própria vida.
A Justiça recebeu a denúncia em 14 de julho. No entanto, o Ministério Público divulgou a informação apenas nesta terça-feira.
Até a publicação desta reportagem, a defesa do acusado não havia se manifestado.
Polícia encontrou corpo dois dias após o crime
Segundo a Polícia Militar, o feminicídio ocorreu em 17 de maio. Entretanto, os agentes localizaram o corpo apenas dois dias depois, em 19 de maio, dentro do apartamento onde o casal morava.
Nesse intervalo, o corpo permaneceu no imóvel. Enquanto isso, familiares da jovem receberam mensagens enviadas pelo casal que mencionavam um suposto pacto de suicídio. Diante da situação, eles acionaram a Polícia Militar.
Assim que chegaram ao local, os policiais iniciaram as diligências e identificaram indícios de que a cena havia sido alterada.
Investigação descartou versão apresentada pelo suspeito
Inicialmente, o suspeito afirmou aos policiais que ele e a namorada haviam combinado tirar a própria vida e que apenas ele sobreviveu.
No entanto, a investigação reuniu elementos que contrariaram essa versão. Conforme a Polícia Militar, Maria Eduarda morreu após ser enforcada com uma corda de roupão.
Além disso, os investigadores confirmaram que o casal mantinha um relacionamento havia cerca de três anos.
Logo após a descoberta do corpo, a polícia localizou e prendeu o suspeito em Cocal do Sul, município vizinho a Criciúma.
Processo entra na fase judicial
Agora, com o recebimento da denúncia, o processo segue para a fase de instrução. A Justiça analisará as provas produzidas durante a investigação e ouvirá as partes envolvidas antes de decidir sobre o caso.
Enquanto isso, o acusado responderá formalmente pelos crimes de feminicídio qualificado e fraude processual. O caso ganhou grande repercussão em Santa Catarina, principalmente pela tentativa de ocultar o crime e induzir as autoridades a acreditarem em uma falsa hipótese de suicídio.

