
A Justiça catarinense condenou um mesmo homem por dois diferentes homicídios. Os dois julgamentos ocorreram com cerca de 48 horas de diferença, na comarca de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. Os dois crimes ocorreram em junho de 2024, num intervalo de apenas 15 dias, e as duas vítimas perderam a vida da mesma forma, a golpes de faca.
Há pouco mais de dois anos, em 15 de junho de 2024, o réu e seu irmão voltavam do Rio Grande do Sul para a região Sul de Santa Catarina em uma viagem previamente contratada com o taxista gaúcho João Viera da Silva, de 64 anos, morador de Caxias do Sul e conhecido como “João Sabe Tudo”. Em dado momento, durante o trajeto, já na cidade de Jaguaruna, os dois atacaram o motorista enquanto ele pilotava o carro com 53 facadas.
Após o crime, os dois homens deixaram o corpo de João em um local pouco movimentado da estrada geral do Campo Bom, próximo à Lagoa. uma rodovia. O corpo somente foi localizado no dia seguinte por pessoas que passavam próximo ao local. Os criminosos ainda abandonaram o carro do taxista em um posto de combustíveis na cidade de Morro da Fumaça.
Um dos suspeitos foi capturado pela Polícia Militar na casa de familiares, ainda em Jaguaruna, após o crime. Já o irmão fugiu para o Rio Grande do Sul. Meses depois, ele foi morto num confronto com a Brigada Militar gaúcha, numa operação em que os policiais tentavam cumprir numa ordem de prisão expedida pela Justiça contra ele, que já era foragido do sistema prisional por outro homicídio cometido anteriormente.
Pela morte do taxista, o réu foi agora condenado a mais 18 anos de prisão. Em uma sessão do Tribunal do Júri, os jurados acolheram as teses de acusação apresentadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), de que houve homicídio praticado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Duas condenações em dois dias seguidos
A condenação por homicídio é a segunda obtida pelo MPSC contra o réu em um intervalo de dois dias. Na quinta-feira (23),ele havia sido condenado pelo Tribunal do Júri de Criciúma, por feminicídio. De acordo com a Justiça, ele também matou com 87 golpes de faca a tia afetiva, com quem mantinha um relacionamento amoroso.
O crime ocorreu em 1º de junho de 2024 na residência da vítima. Após a sustentação do MPSC, os jurados acolheram integralmente a tese da acusação e condenaram o réu por homicídio quadruplamente qualificado.
A pena foi fixada em 26 anos e oito meses de reclusão. A mulher foi adotada pela família do réu e convivia como irmã do genitor e consequentemente tia do autor de seu homicídio.

