
Uma jovem grávida de 21 anos atropelou a própria sogra, de 42 anos, na tarde de sábado (06), em Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense. Após o ocorrido, a Polícia Militar prendeu a mulher.
Segundo a corporação, o caso aconteceu logo depois de as duas deixarem a delegacia, onde prestaram depoimento em uma ocorrência de violência doméstica que também envolvia o companheiro da suspeita, filho da vítima.
Entenda como tudo começou
A ocorrência começou por volta das 14h30, no Centro de Joaçaba. Inicialmente, a Polícia Militar recebeu uma denúncia de violência doméstica envolvendo um casal e enviou uma equipe ao local.
Durante o atendimento, homem e mulher relataram agressões. Em seguida, os policiais analisaram imagens que mostravam a jovem agredindo o companheiro e a sogra.
Além disso, os agentes flagraram a suspeita ameaçando matar o companheiro com uma facada. Diante da situação, a polícia conduziu os três envolvidos à delegacia para prestar esclarecimentos.
Atropelamento aconteceu após saída da delegacia
Logo após deixar a delegacia, a jovem dirigia um Ford Ka quando avançou em direção a pessoas que atravessavam a rua, segundo testemunhas. Nesse momento, ela atingiu a sogra.
Na sequência, a motorista seguiu pela contramão e bateu em um Renault Kwid. O acidente também danificou outros veículos estacionados nas proximidades.
Equipes de socorro levaram a vítima ao Hospital Universitário Santa Terezinha. Já a motorista recebeu atendimento no local e retornou à delegacia.
Polícia apura circunstâncias do caso
A Polícia Militar registrou o caso como tentativa de homicídio. Entretanto, a Polícia Civil ainda investiga se a motorista atropelou a sogra de forma intencional ou se perdeu o controle do veículo.
Segundo o delegado Diogo Galvão, a jovem já havia ameaçado a vítima de morte durante a primeira ocorrência. Apesar disso, os indícios reunidos até agora não permitem afirmar que ela tentou atropelar a sogra deliberadamente.
Por isso, a Polícia Civil instaurou um inquérito para esclarecer as circunstâncias do caso.
Suspeita foi liberada
Conforme explicou o delegado, a jovem não permaneceu presa porque os investigadores ainda não tinham elementos suficientes para caracterizar uma tentativa de homicídio. Além disso, ela precisou de atendimento médico e está grávida.
Agora, a Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a dinâmica do atropelamento e definir a eventual responsabilidade criminal da suspeita.

