
Os representantes dos governos dos Estados Unidos e do Irã iniciaram, neste sábado (11), uma rodada de negociações presenciais em Islamabad, capital do Paquistão. O encontro busca consolidar um cessar-fogo instável e estabelecer novos parâmetros diplomáticos para reduzir a tensão no Oriente Médio.
Composição das delegações dos EUA e Irã
Portanto, a presença de autoridades do primeiro escalão sinaliza o peso político da reunião. Assim, a delegação norte-americana é chefiada pelo vice-presidente JD Vance, acompanhado por Jared Kushner e Steve Witkoff.
Pelo lado iraniano, participam o chanceler Abbas Araghchi, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati. A mediação é conduzida pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que classificou o momento como “decisivo” para a segurança global.
Principais pontos de divergência
No entanto, apesar da abertura do diálogo, as partes mantêm exigências rígidas que dificultam um consenso imediato:
- Questão Nuclear: Donald Trump estabeleceu como prioridade absoluta impedir que Teerã desenvolva armas nucleares, condicionando 99% do sucesso do acordo a este ponto.
- Abrangência do Cessar-fogo: O Irã exige que a trégua inclua seus aliados regionais, como o Líbano. Em contrapartida, Washington e Israel defendem que o pacto seja restrito ao confronto direto entre os dois países.
- Economia e Soberania: Teerã pleiteia a liberação de ativos financeiros bloqueados e maior controle sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde passa 20% do petróleo mundial.
Cenário de instabilidade
O diálogo ocorre sob um cessar-fogo anunciado na última terça-feira (7), que permanece frágil devido à continuidade de ataques no Líbano. Além disso, o tom retórico de Trump sobre a segurança marítima no Estreito de Ormuz elevou a pressão antes do início das conversas.
Próximos passos
Por fim, na próxima terça-feira (14), Israel deve se juntar às discussões em uma reunião separada no Departamento de Estado norte-americano, em Washington, para tratar da viabilidade de um armistício duradouro.

