
A Polícia Civil concluiu que criminosos mataram por engano o empresário Hugo Gabriel Moll, de 38 anos, durante um ataque a uma barbearia em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. As investigações, divulgadas nesta terça-feira (28), revelam que ele entrou no estabelecimento apenas 10 segundos após a saída do verdadeiro alvo. Além disso, a polícia prendeu cinco suspeitos de participação no homicídio.
Câmeras mostram como o crime aconteceu
Segundo a investigação, o verdadeiro alvo era um homem com suposta ligação ao tráfico de drogas. Poucos segundos antes da chegada de Hugo Gabriel Moll, ele deixou a barbearia e foi embora de carro.
Logo depois, o empresário estacionou a caminhonete, entrou no estabelecimento para aparar a barba e iniciou o atendimento. Na sequência, um homem armado invadiu o local já efetuando disparos.
Os tiros atingiram Hugo Gabriel Moll na cabeça, e ele morreu ainda no local. Ao mesmo tempo, o barbeiro João Victor Pereira também foi baleado no tórax. Apesar da gravidade dos ferimentos, ele sobreviveu, permaneceu internado por mais de 20 dias e agora se recupera em casa.
Além disso, câmeras de segurança registraram toda a ação. Posteriormente, as imagens ajudaram os investigadores a reconstruir a cronologia do crime e identificar os envolvidos.
Investigação aponta que criminosos confundiram empresário
De acordo com o delegado Luis Gustavo Timossi, os autores confundiram Hugo Gabriel Moll com o verdadeiro alvo da execução.
Além disso, a investigação indica que os atiradores também balearam o barbeiro para eliminar uma possível testemunha do crime.
Ainda conforme a Polícia Civil, os investigadores cruzaram imagens de câmeras de segurança, registros do sistema Muralha Digital e resultados de perícias técnicas. Com esse conjunto de provas, a equipe conseguiu reconstituir toda a dinâmica da ação criminosa.
Polícia prende cinco suspeitos
Durante a operação realizada nesta terça-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão.
Segundo os investigadores, um homem de 34 anos organizou a execução. Além disso, um suspeito de 24 anos forneceu apoio logístico e disponibilizou a arma utilizada no crime. Já um investigado de 27 anos monitorou o verdadeiro alvo e dirigiu o veículo usado na fuga.
Enquanto isso, outros dois suspeitos, de 25 e 19 anos, também acabaram presos. No entanto, a Polícia Civil ainda preserva detalhes sobre a participação deles porque novas diligências seguem em andamento.
Agora, os peritos analisarão todos os materiais apreendidos para concluir o inquérito e esclarecer completamente o caso.
Empresário não tinha ligação com o alvo
Hugo Gabriel Moll trabalhava no setor da construção civil. Além disso, havia se casado há menos de dois meses e deixou a esposa e um filho de 12 anos.
Segundo a Polícia Civil, o empresário não possuía antecedentes criminais e não mantinha qualquer relação com o homem apontado como verdadeiro alvo da execução.
Com a prisão dos suspeitos e o avanço das investigações, a Polícia Civil agora concentra esforços para esclarecer todos os detalhes do planejamento do crime e identificar se outras pessoas participaram da execução.

