
Nesta segunda-feira (02) os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte pediram cautela na divulgação de informações sobre o episódio envolvendo o cachorro Orelha, ocorrido na Praia Brava, em Santa Catarina, após usuários das redes sociais exporem a identidade de dois adolescentes antes da conclusão das investigações, sem apresentação de provas formais e sem que os jovens tenham sido ouvidos pelas autoridades.
Defesa contesta exposição dos jovens
Segundo os advogados, a circulação de nomes e imagens ocorreu de forma precipitada e irresponsável. Além disso, a defesa afirma que os adolescentes apontados não aparecem nos registros visuais que circulam nas redes e que foram associados ao caso.
Dessa forma, os representantes legais destacam que a divulgação criou uma narrativa que não reflete o estágio atual das apurações. Como consequência, os jovens passaram a ser tratados como culpados sem qualquer confirmação oficial.
Famílias sofrem ataques virtuais
De acordo com a nota, a repercussão provocou uma onda de ataques nas redes sociais. Assim, as famílias enfrentam o que a defesa classifica como linchamento virtual, com julgamentos públicos e exposição contínua.
Por isso, os advogados pedem responsabilidade no compartilhamento de conteúdos. Segundo eles, mensagens e imagens divulgadas sem verificação ampliam a desinformação e agravam os danos à honra dos adolescentes.
Investigação ainda está em andamento
Ao mesmo tempo, a defesa lembra que o caso segue sob apuração das autoridades competentes. Portanto, qualquer conclusão antecipada pode comprometer o processo e distorcer os fatos.
Além disso, os advogados reforçam que a exposição indevida viola o direito à ampla defesa e pode gerar prejuízos permanentes à imagem dos envolvidos.
Colaboração com as autoridades
Por fim, Alexandre Kale e Rodrigo Duarte afirmam que os adolescentes e suas famílias colaboram integralmente com a investigação. O objetivo, segundo eles, é esclarecer o ocorrido, comprovar a inocência dos jovens e garantir que a Justiça se baseie em provas concretas, e não em julgamentos virtuais.
Enquanto a apuração continua, a defesa reforça que a cautela na divulgação de informações é essencial para preservar direitos, evitar novas distorções e assegurar um processo justo no caso do cachorro Orelha.

