
Um homem apontado pela Polícia Civil como liderança de uma facção criminosa no Norte de Santa Catarina morreu durante um confronto armado com agentes da corporação na manhã desta quinta-feira (21), em Garuva. Conhecido pelo apelido de “Diabólico”, o suspeito, de 25 anos, era alvo de um mandado de prisão temporária e de um mandado de busca e apreensão. Segundo a investigação, ele havia ameaçado de morte um policial civil e familiares do agente.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e de outras unidades especializadas. Conforme a Polícia Civil, as equipes cumpriam as ordens judiciais na residência do investigado quando ele reagiu à abordagem utilizando uma arma de fogo.
De acordo com o relato oficial, o suspeito atirou contra os policiais da CORE, o que deu início ao confronto. Em seguida, os agentes revidaram à agressão e atingiram o homem. Apesar do atendimento dos protocolos previstos para a ocorrência, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Histórico criminal extenso
Segundo a DRACO, o investigado era considerado de alta periculosidade e acumulava aproximadamente 30 registros policiais. Entre os antecedentes atribuídos a ele estão ocorrências relacionadas a homicídios, tráfico de drogas e roubos.
Além disso, a investigação identificou o suspeito como uma das principais lideranças de uma organização criminosa atuante em Garuva. Por isso, a Polícia Civil apurava a suposta prática do crime de domínio social estruturado, além de ameaças praticadas em contexto de facção criminosa considerada ultraviolenta.
Ainda conforme os investigadores, as ameaças recentes contra um policial civil e seus familiares aceleraram as diligências que culminaram na operação desta quinta-feira.
Polícia apreende arma
Após o confronto, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, apontado como a arma utilizada pelo suspeito durante a troca de tiros. Na sequência, equipes da Polícia Científica realizaram a perícia e os demais procedimentos legais no local.
A ação mobilizou agentes da CORE, da Delegacia de Polícia da Comarca de Garuva e da Delegacia de Lavagem de Dinheiro da DEIC. Além disso, agentes da DECOD/DIC de Itajaí e da Coordenadoria de Operações com Cães (COPC) se fizeram presentes.
A Polícia Civil informou que a investigação prossegue para aprofundar a apuração das atividades da organização criminosa e identificar possíveis envolvidos nos crimes investigados.

