
Karim Kamada de 51 anos, que atua como modelo e mora em Schroeder, no Norte de Santa Catarina, sofreu necrose no glúteo e pernas, após procedimento estético em uma clínica de Jaraguá do Sul.
Segundo o relato, ela fez aplicações com uma “caneta pressurizada com enzimas” para reduzir gordura localizada. Após o procedimento, a mulher começou a sentir dor intensa, vermelhidão e febre na região tratada.
Ela procurou a clínica para relatar os sintomas, mas afirma que a profissional minimizou os sinais. Com o tempo, foram surgindo inflamações, abscessos e foi constatada a necrose total da área. Ademais, a modelo precisou passar por várias cirurgias para remoção dos tecidos.
Interdição da clínica
O caso ficou ainda mais grave, após Karim descobrir que quem realizou o procedimento não tinha habilitação médica e usava substância imprópria. Diante da denúncia, a Vigilância Sanitária interditou a clínica, que, segundo relatos, continuou atendendo.
Durante nova fiscalização, com reforço da Polícia Militar por resistência ao acesso de fiscais, foram identificadas irregularidades. Ou seja, falta de documentos legais e de comprovação de habilitação da profissional. As autoridades abriram um processo administrativo sanitário. A Polícia Civil determinou a abertura de um inquérito policial.
O que diz a Anvisa
Por fim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que o cliente deve verificar se o local tem licença sanitária válida. Além de exigir documentação dos produtos aplicados e confirmar se o profissional tem qualificação para fazer o procedimento.

