
Uma ameaça contra três creches de Piratuba, no Meio-Oeste de Santa Catarina, mobilizou as polícias Civil e Militar na segunda-feira (17). Após receberem a denúncia, os investigadores rastrearam a mensagem e identificaram um adolescente de Lacerdópolis como suspeito.
Em seguida, a Polícia Civil pediu um mandado de busca e apreensão. A Justiça autorizou a medida, e os agentes cumpriram a ordem ainda na segunda-feira.
Durante a operação, os policiais apreenderam um celular, equipamentos de informática e outros materiais. Agora, os peritos analisarão os dispositivos para esclarecer a autoria, as circunstâncias e a motivação da ameaça.
Até o momento, as autoridades não encontraram indícios de que algum ataque tenha ocorrido. Mesmo assim, a rede municipal reforçou os protocolos de segurança nas unidades de ensino.
Como a ameaça chegou às autoridades?
A Secretaria Municipal de Turismo e a Câmara de Vereadores receberam a mensagem por e-mail na tarde de segunda-feira. O conteúdo ameaçava crianças de três creches e também apresentava ofensas racistas e discriminatórias.
Assim que identificaram o conteúdo, os servidores comunicaram as forças de segurança. Logo depois, as polícias Civil e Militar iniciaram as diligências para localizar o responsável.
Segundo a investigação, o remetente teria utilizado um endereço eletrônico pessoal. Dessa forma, os agentes conseguiram avançar rapidamente na identificação e chegar ao adolescente investigado.
A Polícia Civil não divulgou o nome nem outras informações que possam identificar o suspeito. Como o caso envolve um adolescente, o Estatuto da Criança e do Adolescente protege esses dados.
O que a polícia encontrou durante a operação?
Os agentes cumpriram o mandado em Lacerdópolis, município localizado a cerca de 30 quilômetros de Piratuba. Durante as buscas, eles recolheram:
- um aparelho celular;
- equipamentos de informática;
- dispositivos eletrônicos;
- outros materiais que podem ter relação com a mensagem.
Agora, a Polícia Civil submeterá os objetos a exames técnicos. Além disso, os investigadores verificarão se o adolescente produziu sozinho o conteúdo e se enviou outras mensagens semelhantes.
A polícia também tentará descobrir a motivação e avaliar se existia alguma condição concreta para cumprir a ameaça. Portanto, a identificação do suspeito não encerra a investigação.
Como as creches reforçaram a segurança?
Depois da ameaça, a Secretaria Municipal de Educação e Esportes reforçou as orientações aos gestores escolares e aos profissionais responsáveis pela segurança.
Além disso, a rede municipal determinou atenção redobrada nas unidades para proteger alunos, professores e funcionários. As forças policiais também mantêm contato com o município e acompanham o caso.
A Secretaria pediu que os pais mantenham a calma e consultem apenas os canais oficiais. Ao mesmo tempo, orientou a população a não compartilhar boatos ou mensagens sem confirmação.
Essa precaução evita pânico, reduz a circulação de informações falsas e preserva o trabalho dos investigadores.
Como denunciar uma ameaça?
A Polícia Civil orienta a população a denunciar imediatamente qualquer mensagem suspeita. No entanto, as pessoas não devem republicar ameaças nem espalhar imagens em grupos e redes sociais.
Quem tiver alguma informação pode entrar em contato com a polícia pelo Disque-Denúncia 181. O serviço recebe comunicações anônimas e preserva a identidade do denunciante.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua analisando o material apreendido e apurando a eventual responsabilidade do adolescente.
