
A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (19), em Florianópolis, a advogada criminalista Gabriela Vieira Serafin, de 29 anos. Investigadores apontam a profissional como uma das líderes de uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas na Capital catarinense. Após mais de dois meses foragida, ela foi localizada no bairro Pantanal. No entanto, horas depois, a Justiça determinou sua soltura durante audiência de custódia.
O mandado de prisão temporária contra a advogada estava em vigor desde abril. Além disso, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia contra ela no início deste mês.
Polícia cumpre mandado após dois meses
Desde abril, Gabriela era considerada foragida. Nesta sexta-feira, equipes da Polícia Civil encontraram a advogada em Florianópolis e cumpriram a ordem judicial.
Logo após a prisão, os agentes encaminharam Gabriela ao Presídio Feminino da Capital. Contudo, durante a audiência de custódia realizada no mesmo dia, a Justiça autorizou sua liberação.
A defesa confirmou a soltura, mas não informou quais medidas judiciais foram impostas.
Investigação apura atuação no tráfico
Em 3 de junho, o Ministério Público denunciou a advogada. Como o processo tramita sob sigilo, o órgão não divulgou os detalhes da acusação.
Ainda assim, a Polícia Civil informou que indiciou Gabriela pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
Além disso, os investigadores incluíram a advogada entre os alvos da Operação Quebra de Comando, deflagrada em março para desarticular uma organização criminosa que atuaria principalmente na região da Tapera, no Sul da Ilha.
Segundo a Polícia Civil, a operação buscou enfraquecer a estrutura de comando do grupo e interromper atividades ligadas ao tráfico de drogas na região.
Popularidade nas redes sociais
Paralelamente à atuação profissional, Gabriela Vieira Serafin construiu uma audiência expressiva nas redes sociais. Atualmente, ela reúne cerca de 32 mil seguidores.
Em seus perfis, a advogada costuma publicar conteúdos sobre direito e bastidores da atuação jurídica. Com linguagem simples e direta, ela ampliou sua visibilidade e conquistou seguidores em diferentes plataformas.
Processo continua sob sigilo
Embora a Justiça tenha determinado a soltura da investigada, a apuração segue em andamento. Como o processo permanece sob sigilo, autoridades ainda não divulgaram novos detalhes sobre a denúncia nem sobre os próximos desdobramentos do caso.
Enquanto isso, a Polícia Civil mantém as investigações relacionadas à Operação Quebra de Comando, que apura a atuação de integrantes de uma organização criminosa suspeita de comandar o tráfico de drogas em Florianópolis.

