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Advogada com 32 mil seguidores é apontada como líder de facção em Florianópolis

Gabriela Serafim, de 29 anos, foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina e está foragida desde abril

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Advogada com 32 mil seguidores é apontada como líder de facção em Florianópolis
Gabriela Serafim advogada apontada como líder de facção em Florianópolis / Foto: Redes Sociais

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou a advogada Gabriela Serafim, de 29 anos, por suposta participação em uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas em Florianópolis. Segundo as investigações, ela exerceria uma função de liderança no grupo. A suspeita está foragida desde abril e é alvo de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

Nas redes sociais, onde acumula mais de 32 mil seguidores, Gabriela se apresenta como especialista em revisões criminais, área voltada à anulação de condenações e à redução de penas. Além disso, ela informa ser pós-graduada em investigação criminal e segurança pública e afirma atuar na advocacia desde 2020.

Redes sociais impulsionaram popularidade

Ao longo dos últimos anos, Gabriela conquistou visibilidade ao publicar vídeos sobre bastidores da advocacia criminal. Frequentemente, ela utilizava uma linguagem descontraída para comentar casos, explicar procedimentos jurídicos e compartilhar experiências profissionais.

Com isso, a advogada ampliou rapidamente seu alcance digital e passou a atrair milhares de seguidores interessados em temas ligados ao sistema de Justiça. Em diversas publicações, ela relatava situações vividas durante atendimentos e acompanhamentos de clientes investigados ou presos.

Investigação aponta envolvimento com organização criminosa

Enquanto construía sua presença nas redes sociais, a Polícia Civil aprofundava uma investigação que acabou colocando a advogada no centro de uma apuração sobre tráfico de drogas.

Inicialmente, os investigadores indiciaram Gabriela pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. Posteriormente, o Ministério Público analisou o material reunido pela polícia e apresentou denúncia à Justiça.

Agora, o processo segue em análise na Vara Estadual de Organizações Criminosas. Até o momento, o MPSC não detalhou oficialmente quais crimes foram incluídos na denúncia.

Operação Quebra de Comando colocou advogada na mira da polícia

A Polícia Civil incluiu Gabriela entre os alvos da Operação Quebra de Comando, deflagrada em março deste ano. Na ocasião, os agentes cumpriram uma série de medidas para desarticular uma organização criminosa que atuava principalmente na região da Tapera, no Sul da Ilha de Santa Catarina.

Segundo as investigações, a advogada teria exercido uma função estratégica dentro da estrutura criminosa. Com o avanço da operação, a Justiça autorizou um mandado de prisão temporária em 13 de abril.

Desde então, as forças de segurança realizam buscas para localizar a suspeita. No entanto, até agora, ela não foi encontrada.

Defesa evita comentar acusações

Por meio de nota, os advogados Osvaldo Duncke e Matheus Menna informaram que não irão se manifestar sobre o conteúdo das acusações.

Segundo a defesa, o processo tramita sob segredo de Justiça. Por esse motivo, qualquer esclarecimento ou posicionamento será apresentado exclusivamente nos autos do processo.

Enquanto isso, a Justiça avalia a denúncia apresentada pelo Ministério Público, e as investigações seguem em andamento para esclarecer o caso.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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