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Acusada de matar irmãos envenenados no Piauí pode ser inocente

Justiça determinou soltura após laudo apontar que os cajus não estavam envenenados

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Acusada de matar irmãos envenenados no Piauí pode ser inocente
Foto: Reprodução/Internet

Um laudo pericial apontou a ausência de veneno nos cajus que teriam sido a causa da morte de dois irmãos no Piauí, no ano passado. As crianças morreram envenenadas cinco meses antes de outras pessoas da família também consumirem veneno em alimentos, no primeiro dia de 2025.

A vizinha das crianças, Lucélia Maria da Conceição Silva, de 52 anos, foi a principal suspeita de matar os dois irmãos, filhos da mulher que morreu por envenenamento na virada do ano. Presa desde agosto de 2024, Lucélia é acusada de dar cajus contaminados com uma substância semelhante ao chumbinho para dois os meninos, de oito e sete anos.

Contudo, a perícia mostrou que os cajus não estavam contaminados. Entretanto, diante do resultado do exame, nesta segunda-feira (13) a Justiça determinou a soltura da vizinha acusada.

A perícia aconteceu, portanto, cinco meses após a morte das crianças. No entanto, o resultado saiu um dia após a prisão de Francisco Assis Pereira da Costa. O homem é padrasto da mãe das crianças e acusado de colocar veneno em um baião de dois, consumido por quase toda a família no dia 1º de janeiro.

Este envenenamento resultou na morte da mãe dos meninos, Francisca Maria da Silva, de 32 anos, e de outras três pessoas. Por fim, o homem continua preso e à disposição da justiça. A polícia investiga agora se ele tem ligação com ambos os crimes.