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Vacina contra o herpes-zóster poderá ser incluída no SUS

Ministério da Saúde aguarda parecer técnico para ofertar imunizante de forma gratuita

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Vacina contra o herpes-zóster poderá ser incluída no SUS
Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde solicitou avaliação para inclusão da vacina contra o herpes-zóster no Sistema Único de Saúde (SUS). Após parecer técnico da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), portanto, é possível que o imunizante passe a ser disponibilizado de forma gratuita.

Assim, a incorporação da dose à rede pública de saúde é uma das prioridades do governo.

“A incorporação de uma nova vacina ao SUS envolve diversas etapas, como a identificação da demanda, análise técnico-científica, avaliação de viabilidade e pactuação entre as três esferas de gestão: União, estados e municípios“, diz a nota do MS.

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Herpes-zóster

Também conhecida como cobreiro, a herpes-zóster é uma doença que aparece na pele, causada pelo vírus varicela-zoster (VVZ), o mesmo que provoca a catapora.

De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus permanece “adormecido” durante toda a vida da pessoa. “A reativação ocorre na idade adulta ou em pessoas com imunidade comprometida, como as portadoras de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer, aids, transplantadas e outras”.

Sintomas

  • dores nevrálgicas (nos nervos);
  • parestesias (formigamento, agulhadas, adormecimento, pressão);
  • ardor e coceira locais;
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • mal-estar.

Complicações da doença

  • ataxia cerebelar aguda, que pode afetar equilíbrio, fala, deglutição, movimento dos olhos, mãos, pernas, dedos e braços;
  • trombocitopenia ou baixa quantidade de plaquetas, responsáveis pela coagulação, no sangue;
  • infecção bacteriana secundária de pele, como impetigo, abscesso, celulite e erisipela, causadas por Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes ou outras que podem levar a quadros sistêmicos de sepse, com artrite, pneumonia, endocardite, encefalite ou meningite e glomerulonefrite;
  • síndrome de Reye, doença rara que causa inflamação no cérebro e que pode ser fatal, associada ao uso de AAS, sobretudo em crianças;
  • infecção fetal, durante a gestação, que pode levar à embriopatia, com síndrome da varicela congênita, expressa com um ou mais dos seguintes sinais: malformação das extremidades dos membros, microftalmia, catarata, atrofia óptica e do sistema nervoso central;
  • varicela disseminada ou varicela hemorrágica em pessoas com comprometimento imunológico;
  • nevralgia pós-herpética (NPH) ou dor persistente por quatro a seis semanas após a erupção cutânea, que se caracteriza pela refratariedade ao tratamento. É mais frequente em mulheres e após comprometimento do nervo trigêmeo.

Com informações da Agência Brasil