
Em Criciúma, no Sul do estado, o Hospital Materno-Infantil Santa Catarina confirmou nesta sexta-feira (9) que está redirecionando suas pacientes gestantes em condições clínicas não urgentes ou em trabalho de parto sem critérios de emergência para outras unidades hospitalares no estado.
O motivo é a superlotação no centro obstétrico e na maternidade. Esses setores estão atendendo apenas casos de urgência e de emergência obstétrica. “Cada paciente receberá suporte e orientação durante o processo de realocação, assegurando a continuidade do cuidado em instituições de saúde parceiras”, destacou a nota oficial postada pela direção da instituição.
O Hospital relatou que um comunicado formal foi feito à Gerência Regional de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde. A unidade está com 25 leitos de maternidade, oito do centro obstétrico e 18 clínicos ocupados. “A decisão foi tomada diante da ocupação total de todos os leitos operacionais da unidade e visando a preservar a qualidade e segurança assistencial das usuárias dos serviços”, disse a nota.
Hospital de Criciúma
Devido à situação, a direção do hospital comunicou ainda ao órgão a necessidade de apoio dos órgãos reguladores estaduais para otimizar a distribuição do fluxo de pacientes e reforçou a necessidade de direcionamento coordenado das gestantes e puérperas para as demais unidades de saúde da rede a fim de equilibrar a demanda regional.
“No momento não há previsão de normalização no atendimento do centro obstétrico e da maternidade do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina”, pontuou. A área pediátrica do hospital segue atendendo normalmente.
Confira a íntegra da nota divulgada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde sobre o assunto:
“A Gerência Regional de Saúde de Criciúma informa que períodos de sazonalidade e sobrecarga pontual fazem parte da rotina dos serviços de saúde, tanto na rede pública quanto na privada.
A situação de superlotação no Pronto Atendimento do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) está sendo monitorada, e os atendimentos, assim como as cirurgias eletivas, seguem ocorrendo normalmente.
Por se tratar de um hospital de porta aberta, todos os pacientes serão atendidos e, quando necessário, encaminhados para outras unidades da rede. A orientação é para que em casos de menor gravidade, as Unidades Básicas de Saúde ou as UPAs da cidade sejam procurada”.

