
Ao fim do mês de agosto, Santa Catarina tem a fila de espera para transplantes de coração zerada. Conforme o monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde, cinco transplantes foram realizados no estado entre janeiro e agosto de 2023. O número anual desse tipo de procedimento, conforme os registros, gira entre 8 e 10 cirurgias.
Segundo o coordenador do programa de transplantes da secretaria, Joel de Andrade, o tempo de espera na fila catarinense é de de cerca de quatro meses. Trata-se, segundo ele, de “uma realidade fora do esperado pelo número de dados epidemiológicos do Brasil e de outros países”. A última cirurgia de transplante em Santa Catarina foi realizada no dia 25 de agosto, depois de o paciente ficar cerca de duas semanas na espera.
No estado, assim como no Brasil, há critérios para a formação das filas. O primeiro deles é a tipagem sanguínea. Já dentro da relativa fila, a gravidade do quadro do paciente é critério de posição na lista de espera. Casos em que o paciente necessita de internação constante, têm prioridade em relação a aqueles com condições clinicas de aguardar pela doação do órgão em casa.
Outro aspecto considerado na sequência é a questão da antropometria, que se refere a dimensões do corpo, como peso e altura do paciente. Andrade também explicou que, para o transplante de um órgão, quando há disponibilidade, é necessário que o tipo sanguíneo do receptor seja compatível com o do doador. Por isso, segundo ele, nem sempre o primeiro na lista de espera será o que receberá o transplante.

