
Santa Catarina registrou 5,7 mil internações e 269 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano. O dado consta no levantamento mais recente da Secretaria de Estado da Saúde e do boletim InfoGripe, da Fiocruz. O avanço das doenças ocorre devido ao inverno, que favorece a permanência em locais fechados e facilita a transmissão de vírus como o sincicial respiratório (VSR) e as influenzas A e B.
Internações dos grupos mais vulneráveis
Portento, o impacto é maior nas faixas etárias extremas. Crianças menos de dois anos são as principais vítimas do VSR. Já os idosos acima de 65 anos concentram o maior número de mortes, especialmente por complicações da gripe. Assim, Florianópolis está na lista das capitais brasileiras com maior risco de transmissão, exigindo cuidados extras com a higiene e a ventilação de ambientes.
Vacinação da gripe abaixo da meta
Apesar da oferta gratuita, a cobertura vacinal contra a gripe em Santa Catarina está em apenas 45,61%. O Ministério da Saúde estabelece a meta de 90% para garantir a proteção coletiva. A recomendação da Vigilância Epidemiológica é que gestantes, puérperas, idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas procurem um posto de saúde o quanto antes. Desse modo, o reforço da vacina contra a Covid-19 também é importante para os grupos elegíveis.
Como se prevenir
A orientação oficial é reduzir o contato com pessoas gripadas e buscar assistência médica caso os sintomas se agravem. Por fim, medidas básicas ajudam a conter o avanço do contágio:
- Vacine-se: Mantenha a proteção contra a influenza e a Covid-19 atualizada.
- Higiene: Lave as mãos com frequência.
- Ambientes: Deixe janelas e portas abertas para circular o ar.
- Sintomas: Use máscara se estiver tossindo ou espirrando.
- Etiqueta: Cubra nariz e boca ao tossir.
- Isolamento: Fique em casa caso apresente sinais de gripe.

