Região Santa Catarina

SC confirma primeiros casos de febre do Oropouche; entenda

Principal vetor da doença é o mosquito maruim

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SC confirma primeiros casos de febre do Oropouche; entenda
Mosquito maruim. Foto: Arquivo

Foram confirmados nesta sexta-feira (26) em Santa Catarina, os primeiros três casos da febre do Oropouche, doença que se assemelha à dengue e sua transmissão acontece através do mosquito maruim. Os registros foram feitos na mesma cidade: Botuverá.

As vítimas têm idades entre 18 e 40 anos, e buscaram atendimento médico no começo de abril com sintomas de dengue. O teste foi realizado e teve resultado negativo. Por conta disso, as amostras foram enviadas a um laboratório, que respondeu informando se tratar de Oropouche.

Logo depois, a Prefeitura de Botuverá informou o Estado e agora, ambos, seguindo as orientações do Ministério da Saúde, estudam como validar o diagnóstico junto a um laboratório de saúde pública de referência nacional.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a situação vai passar por uma investigação epidemiológica. Com o objetivo de ativar a vigilância da doença, a SES informou que pretende sistematizar informações importantes de casos suspeitos e confirmados e coletar mosquitos.

Doença é comum no Norte do país

Embora estes sejam os primeiros casos do vírus em Santa Catarina, a doença Orthobunyavirus oropoucheense já é conhecida na região Norte do país. Inclusive, o estado do Amazonas, que abriga a maioria dos casos, declarou surto da doença no último mês.

A febre do Oropouche foi registrada 832 vezes no Norte em 2023, número que acabou subindo para 3,1 mil neste ano. O primeiro caso confirmado no país foi em 1960, detectado em um bicho preguiça, mas até hoje nenhuma morte foi registrada.

A febre do Oropouche

Apesar de o principal vetor ser o mosquito maruim, outros insetos encontrados principalmente em áreas urbanas podem transmitir a doença, como o Aedes serratus e Culex quinquefasciatus (pernilongo).

De acordo com o Ministério da Saúde, os sintomas duram de dois a sete dias, com evolução que não gera sequelas, podendo variar entre dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, tontura, náusea, calafrios e diarreia.

Ainda não existem vacinas ou medicamentos próprios para a febre Oropouche, por isso os profissionais costumam receitar remédios para minimizar os sintomas, além de indicar o repouso e a ingestão de água.

Infestação de maruins em SC

A cidade de Luiz Alves, com cerca de 13 mil habitantes situada no Vale do Itajaí, decretou no final de março situação de emergência por conta do surto de maruins. O decreto foi assinado pelo prefeito Marcos Veber.

O documento informa sobre diversos relatos dos moradores descrevendo o incômodo causado pelo inseto, que se disseminou tanto na área central da cidade quanto principalmente no interior do município, junto a plantações de cana e bananais. A maioria das vítimas foram bebês, crianças e idosos.