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Projeto torna crime prescrição de medicamentos com efeito nocivo a pacientes

Deputado Jessé Lopes quer responsabilizar agentes públicos que obrigarem uso de medicamentos com efeito adverso

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Projeto torna crime prescrição de medicamentos com efeito nocivo a pacientes
Comissão de Finanças e Tributação ja aprovou o projeto, que ainda tramita na Alesc. Foto: divulgação

Um projeto que torna crime a prescrição de medicamentos que provocarem efeitos adversos segue em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Nominado como PL./0445.4/2021, a iniciativa do deputado Jessé Lopes (PL) responsabiliza civil e criminalmente agentes públicos que obrigarem o uso de medicamentos que ocasionarem efeitos nocivos. O projeto foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Alesc, e agora segue para Comissão de Trabalho e, posteriormente, para a Comissão de Saúde da Casa.

Segundo a proposta, “fica estabelecido que, no âmbito do Estado de Santa Catarina, independentemente do cargo ou função pública exercida, o servidor público que, no gozo de suas atribuições, praticar quaisquer atos que, direta ou indiretamente, constranja e/ou obrigue pessoas a fazer uso de qualquer imunizante e/ou medicamento, responderá solidariamente com Estado ou Município por eventuais efeitos colaterais decorrentes da aplicação da droga no organismo do indivíduo”, diz o texto do projeto.

Em sua justificativa, o PL afirma que “o servidor público possui em suas mãos um grande poder, capaz de obrigar a população a adotar ou não ações que podem trazer prejuízos incalculáveis às pessoas, em especial à saúde delas, pois estamos falando da adoção de medidas para obrigar a aplicação de drogas no organismo dos indivíduos.”

Jessé salienta que foi feita uma pesquisa junto às jurisprudências emanadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, e se percebeu que “o entendimento do tribunal segue no sentido de responsabilizar o Estado por efeitos colaterais dos medicamentos”, salientou.

Deputado Jessé Lopes (PL), explanando seu projeto na Comissão de Finanças e Tributação. Foto: divulgação

Opinião do Deputado

Para o deputado, “a liberdade individual é inviolável. O Estado não pode obrigar ninguém a se submeter a medicamentos ou técnicas médicas que ofereçam risco. A participação de cada cidadão deve ser voluntária e opcional. Se permitirmos que o Estado invada nossos corpos, permitiremos que ele entre em nossas casas e em nossas famílias. Minha missão como representante do povo catarinense que preza pela liberdade é impedir que isso aconteça em Santa Catarina”, concluiu.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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