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Número de fumantes despenca em SC, mas avanço dos vapes preocupa

Em 2025, mais de 21 mil pessoas buscaram atendimento para cessação do tabagismo em Santa Catarina

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Número de fumantes despenca em SC, mas avanço dos vapes preocupa
Foto: divulgação

Neste domingo (31), o planeta celebra o Dia Mundial Sem Tabaco, que nesse ano tem como tema “Desmascarando o apelo: Combatendo a dependência de Nicotina e Tabaco”. Em Santa Catarina, números da Secretaria estadual de Saúde apontam uma redução de 38,7% no número de fumantes adultos no último ano, acompanhando a tendência nacional de queda do tabagismo.

Os números refletem o fortalecimento de políticas públicas de prevenção, conscientização e oferta de tratamento gratuito. Por conta disso, os gestores chamam a atenção para um novo desafio: o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens.

Em 2025, mais de 21 mil pessoas buscaram atendimento para cessação do tabagismo em Santa Catarina. Destas, 17.796 iniciaram tratamento e 7.523 já conseguiram parar de fumar, evidenciando a efetividade das ações desenvolvidas pelas equipes de saúde. Em 2024, foram 14,4 mil que buscaram atendimentos, com 7,6 mil adesões ao tratamento e 5,4 mil pessoas abstinentes.

No último ano, a procura foi maior entre mulheres, com 11.002 atendimentos, enquanto os homens somaram 10.186. A maioria dos usuários que buscaram ajuda está na faixa etária de 18 a 60 anos (16.163 pessoas).

“Quem deseja parar de fumar deve procurar a Secretaria de Saúde do seu município e se informar sobre a unidade que oferece o Programa de Controle do Tabagismo pelo SUS”, orienta Adriana Elias, enfermeira e coordenadora estadual do Programa De Controle do Tabagismo.

Cresce o uso de vapes entre jovens

Apesar dos avanços no combate ao cigarro convencional, profissionais de saúde demonstram preocupação com o aumento do uso de cigarros eletrônicos. Um levantamento do projeto de extensão multidisciplinar ERGOTOX/UFSC, realizado em cinco escolas públicas de Florianópolis, apontou que 27,4% dos estudantes já experimentaram vapes. O dado chama atenção porque menos da metade relatou uso de cigarro tradicional, indicando que muitos jovens iniciam diretamente pelos dispositivos eletrônicos.

Curiosidade, sabores atrativos e influência social estão entre os principais fatores associados ao consumo. O cenário é agravado pela composição desses produtos: estudos identificam milhares de substâncias químicas nos cigarros eletrônicos e, em apreensões feitas em Santa Catarina, já foi constatada a presença de anfetamina.

“O tabagismo segue como importante fator de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e vários tipos de câncer. Com o avanço dos cigarros eletrônicos, reforçar ações de prevenção e conscientização é ainda mais urgente”, alerta Adriana Elias.

Prevenção e tratamento

Entre adolescentes avaliados em ações escolares, já foram identificados sinais de dependência e desejo de interromper o uso. As iniciativas incluem atividades educativas, orientações sobre riscos à saúde e encaminhamento para tratamento quando necessário.

Atualmente, cerca de 84% dos municípios catarinenses oferecem grupos de apoio e tratamento individualizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) atendem casos com comorbidades associadas, como ansiedade e depressão, e hospitais que aderiram ao programa também oferecem assistência especializada.

A SES reforça que segue investindo no Programa Nacional de Controle do Tabagismo, com foco na prevenção, qualificação das equipes da Atenção Primária e fortalecimento das ações voltadas especialmente a adolescentes e jovens. Para saber onde buscar atendimento, a orientação é procurar a Secretaria de Saúde do município.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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