
A equipe médica cancelou, na tarde de terça-feira (23), a transferência de um menino de 11 anos que teve cerca de 80% do corpo queimado após uma explosão em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. A criança seria levada ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, mas os profissionais avaliaram que o estado de saúde ainda não permitia o transporte aeromédico com segurança.
Estado de saúde impede transferência
O menino permanece internado na UTI do HRO (Hospital Regional do Oeste), em Chapecó. Ele recebe atendimento intensivo e passa por avaliações constantes.
Inicialmente, a equipe do SAMU se deslocou até o hospital para realizar a remoção. No entanto, ao reavaliar o quadro da criança, os profissionais identificaram risco no transporte e decidiram suspender a transferência.
Assim, a criança segue em Chapecó. Segundo a SES (Secretaria de Estado da Saúde), a decisão prioriza a segurança do paciente e evita uma remoção em momento de instabilidade clínica.
Explosão atingiu criança em Chapecó
O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira (22), em Chapecó. De acordo com informações repassadas pela família, o menino manuseava um aparelho de solda em uma área usada para a produção de esquadrias quando houve uma possível explosão.
Logo após o acidente, o SAMU atendeu a criança. Mesmo consciente, o menino estava desorientado e apresentava queimaduras graves em várias partes do corpo. Em seguida, a equipe encaminhou o paciente ao Hospital Regional do Oeste.
Desde então, o caso mobiliza profissionais de saúde por causa da gravidade das lesões. Afinal, queimaduras extensas exigem controle rigoroso, suporte intensivo e estabilidade clínica antes de qualquer deslocamento.
Hospital em Florianópolis segue como destino previsto
Apesar do cancelamento, a transferência ainda segue no planejamento das equipes médicas. O destino previsto é o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, unidade de referência no atendimento pediátrico em Santa Catarina.
Contudo, a remoção só deve ocorrer quando os médicos confirmarem que a criança tem condições de enfrentar o trajeto com segurança. Até lá, o Hospital Regional do Oeste mantém o atendimento e acompanha a evolução do quadro.
Além disso, o SAMU permanece de sobreaviso para realizar o transporte aeromédico assim que houver liberação da equipe médica. Portanto, neste momento, a prioridade é estabilizar o menino e garantir que qualquer transferência ocorra sem ampliar os riscos.

