
O novo Levantamento Rápido de Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2022, divulgado na última semana pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), revela que 20 municípios (15,2%) apresentam médio risco e 112 (84,8%) apresentam baixo risco de transmissão de dengue, chikungunya e Zika. Nenhuma cidade infestada pelo mosquito foi classificada com alto risco de transmissão.
Em 2022, 135.369 depósitos foram inspecionados sendo que os mais predominantes foram: pequenos recipientes móveis, como pratinhos de plantas e baldes (36,3%), lixo e sucata (27%) e os recipientes fixos como calhas e piscinas (17,5%). Os recipientes inspecionados são aqueles que contém água e podem servir como criadouros para reprodução do Aedes aegypti. Na atividade realizada no mesmo período em 2021, foram inspecionados 52.405 depósitos.
Conforme definido na Estratégia Operacional do Estado de Santa Catarina, os municípios considerados infestados pelo mosquito devem realizar o LIRAa duas vezes ao ano. Ao todo, 132 cidades realizaram o levantamento. Os dados foram apresentados, durante a reunião da sala de situação, pela gerente de zoonoses, Ivânia Folster.
“O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios conheçam sua realidade e tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de controle do mosquito Aedes aegypti, neste momento que antecede o período de maior ocorrência de casos”, afirma a gerente. Na ocasião também foi apresentado um resumo de todas as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde, as quais englobam apoio técnico às equipes municipais, capacitação de profissionais, aplicação de inseticidas e repasse de recursos financeiros para enfrentamento da epidemia.
O diretor da DIVE/SC, João Augusto Brancher Fuck, destacou a importância da intensificação das ações neste momento, considerando que o aumento da temperatura e das chuvas garante um ambiente favorável para aumento no número de focos. “Os resultados do LIRAa mostram que não temos municípios em alto risco para transmissão da dengue, chikungunya e zika. Entretanto, esse resultado precisa ser avaliado com cautela, considerando que a própria atividade demonstrou um número significativo de recipientes com água, possibilitando uma mudança rápida do cenário. E é importante lembrar que a atividade de inspeção ocorre apenas em uma amostra dos imóveis, de forma que o número de recipientes com água pode ser muito maior, ainda mais após as intensas chuvas registradas no estado nos últimos dias”, alerta o diretor.
O controle do Aedes aegypti depende da ação de toda a população. São ações simples, que se realizadas uma vez por semana, eliminando ou adequando locais com água parada, contribuem para a redução do risco de transmissão dessas doenças. Esses cuidados alinhados com as ações do poder público, de vigilância e controle da doença, fazem a diferença e reduzem o risco de transmissão. Clique aqui e confira o boletim LIRAa completo.
Dengue em SC
De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela DIVE/SC, já foram confirmados 83.142 casos de dengue, desses, 80.620 são autóctones (com transmissão dentro do estado), 26 casos de chikungunya.

