
O Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) procura a origem dos casos de diarreia no Estado. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), foram enviadas amostras que serão analisadas pela Lacen, para encontrar o causador e entender o alastramento da doença.
Ainda serão efetuadas coletas de três a cinco amostras por semana em cada cidade. Na sexta-feira (6), ocorreu uma reunião dos técnicos da instituição com os representantes de saúde das cidades para debater estratégias de combate diante do crescimento dos casos.
Só em Florianópolis, entre o dia 1º de janeiro e esta terça-feira (10) mais de 1251 casos de diarreia foram registrados. Com esses números a situação já é considerada pela Vigilância Epidemiológica uma epidemia desde sexta-feira (6), quando os registros na unidade sentinela foram superiores à média dos últimos cinco anos.
Já em São José, na Grande Florianópolis, na primeira semana de janeiro foram detectados aproximadamente 614 casos de diarreia, relacionando com a semana anterior, houve um aumento de 33,2%.
Mapeando o vírus em Florianópolis
Uma equipe do Laboratório de Virologia Aplicada e do Laboratório de Ficologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está realizando a coleta das amostras nas praias da Capital a fim de monitorar e entender a epidemia no município.
Até o dia 20 de janeiro os primeiros resultados virão sair e os cientistas poderão ter uma visão do vírus que está circulando em Florianópolis, com foco na Ilha de Santa Catarina. Os grupos irão avaliar o esgoto bruto para compreender o que causa a doença que está em meio a população.
Existem algumas hipóteses do que estaria causando a propagação da doença: aumento da população durante o veraneio, aumento das temperaturas, valas de esgotamento sanitário ilegais e áreas com baixo saneamento.

