
A morte de um bebê de nove meses, registrada na sexta-feira (16), após atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento de São Bento do Sul e transferência para Joinville, levou a família a contestar o laudo médico e a denunciar suposto erro no atendimento, o que motivou o afastamento preventivo de profissionais e a abertura de investigação.
Atendimentos sucessivos e piora do quadro
Segundo a família, o bebê chegou à UPA de São Bento do Sul com sintomas que exigiam atenção imediata. Ainda assim, a equipe classificou o caso como de menor gravidade, medicou a criança e a liberou. No entanto, o quadro não melhorou. Pelo contrário, os sinais se intensificaram.
Diante da piora, os responsáveis retornaram à unidade no dia seguinte. Novamente, a equipe avaliou a criança como caso leve. Mesmo assim, o estado clínico se agravou de forma rápida, o que levou à decisão de transferência hospitalar.
Transferência e morte em Joinville
Após a remoção, o bebê deu entrada em um hospital de Joinville em estado grave. A equipe médica realizou procedimentos de emergência, incluindo a intubação. Apesar dos esforços, a criança não resistiu e morreu pouco depois da chegada.
O corpo passou por necropsia, cujo laudo oficial apontou a causa da morte. Ainda assim, a família discorda do resultado e sustenta que houve falhas na avaliação inicial e na condução do atendimento.
Contestação do laudo e mobilização
Para os familiares, uma conduta mais criteriosa desde o primeiro atendimento poderia ter mudado o desfecho. Por isso, eles decidiram questionar formalmente o laudo e buscar esclarecimentos sobre as decisões médicas tomadas ao longo do atendimento.
Enquanto isso, a comoção cresceu na cidade. Moradores passaram a se manifestar, principalmente nas redes sociais, cobrando explicações e mais rigor nos protocolos de atendimento pediátrico.
Afastamento e investigação em andamento
Em resposta ao caso, a entidade responsável pela gestão da UPA afastou preventivamente os profissionais envolvidos. A medida, segundo a administração, busca garantir transparência e não antecipa qualquer conclusão sobre responsabilidades.
Agora, as apurações seguem em andamento. A família aguarda respostas, e a comunidade acompanha de perto cada novo desdobramento.

