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Em momento raro, mulher dá à luz gêmeas e uma nasce empelicada

As imagens foram cedidas com exclusividade ao GNews; veja

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Em momento raro, mulher dá à luz gêmeas e uma nasce empelicada
Fotos: Janaina Muniz

Um acontecimento considerado extremamente raro durante um parto de gêmeos aconteceu neste final de semana, em Santa Catarina. A pequena Clara nasceu ainda dentro da bolsa amniótica. O chamado “nascimento empelicado” ocorreu neste sábado (1), em Balneário Camboriú, no litoral do Estado.

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O procedimento foi realizado no Hospital e Maternidade Santa Luíza e surpreendeu a todos os envolvidos. Primeiro, nasceu a Liz, com 2.540 quilos e 47 centímetros. Em seguida, veio a Clara, com 2.450 quilos, com 44 centímetros, dentro da bolsa amniótica, com os olhos abertos.

As meninas e a mãe, a estilista Sara Miranda, passam bem e devem ter alta nesta segunda-feira (1). O pai, Igor Augusto Damaceno, acompanhou o parto, efetuado pela ginecologista Eloisa Regina Minuzzi Gularte e pelo pediatra Marco Otilio Duarte Rodrigues Wilde.

As imagens deste momento raro – e impressionante – foram registradas pela fotógrafa Janaina Muniz, especializada em fotografia de bebês. “Em todos esses anos de fotografia, foi um dos momentos mais incríveis e emocionantes!”, declarou.

As imagens foram cedidas com exclusividade ao portal Guararema News: Veja:

O que é um parto empelicado

O parto empelicado acontece quando a bolsa amniótica, que protege o bebê durante a gravidez, não se rompe durante o trabalho de parto e o parto. Desta forma, o bebê nasce dentro da bolsa amniótica. A crença popular acredita que esses bebês terão muita sorte durante toda a vida. 

Do ponto de vista científico, é uma condição rara?

O parto empelicado é uma ocorrência raríssima no cuidado obstétrico clássico no mundo contemporâneo, onde a cultura obstétrica e do rompimento artificial da membrana amniótica durante o trabalho de parto. Estima-se que 1 em cada 80 mil bebês nasçam empelicado.

É possível prever esse tipo de parto e até evitá-lo?

Não é possível prever um parto empelicado através de exames. Evitá-lo é possível. A bolsa amniótica pode, e quase sempre no mundo moderno, é rompida pelo médico durante o trabalho de parto afim de acelerar e aumentar as contrações.

A condição traz algum malefício para a mãe e/ou o bebê?

Não existe malefício para a mãe e para o bebê. Pelo contrário. Algumas mulheres relatam menos dor no trabalho de parto com a bolsa íntegra. Para o bebê, o parto empelicado pode ter uma passagem mais confortável pelo canal vaginal.

Como a bolsa íntegra forma uma lâmina d’água, que teoricamente facilitaria os movimentos de rotação do bebê na pelve materna, com isso o parto seria mais fácil e mais suave para o bebe. Teoricamente, menor pressão das contrações sobre o bebê e menor risco de compressão patológica do cordão umbilical. 

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