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Câncer raro matou ex-paquito

Tumor que atingiu Robson Barros pode avançar de forma silenciosa e exige atenção a sintomas digestivos persistentes

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Câncer raro matou ex-paquito
Foto: Divulgação / Internet

O ex-paquito Robson Barros morreu no sábado (20), em São Paulo, aos 57 anos, em decorrência de um adenocarcinoma de duodeno, um câncer raro que atinge a primeira porção do intestino delgado. Nesta terça-feira (23), o caso ganhou repercussão após Egon Júnior, conhecido como Gigio e amigo de longa data do ex-integrante do “Xou da Xuxa”, revelar o diagnóstico e relatar que a doença voltou no início do ano com metástase.

Doença atingiu região importante do intestino

O adenocarcinoma de duodeno se desenvolve nas células glandulares do duodeno, parte inicial do intestino delgado. Essa região participa diretamente da digestão. Depois que o alimento sai do estômago, o duodeno ajuda o organismo a continuar o processo de transformação e absorção de nutrientes.

Embora o adenocarcinoma seja o tipo mais comum entre os tumores que atingem o duodeno, ele ainda aparece pouco quando comparado a outros cânceres do aparelho digestivo. Por isso, médicos tratam o diagnóstico com atenção especial, principalmente porque a doença pode demorar a dar sinais claros.

Além disso, a localização do tumor torna a investigação mais complexa. Muitas vezes, o paciente sente sintomas parecidos com problemas gastrointestinais mais comuns. Com isso, o alerta pode chegar tarde demais.

Sintomas podem aparecer só em fase avançada

Um dos maiores desafios desse tipo de câncer está justamente no silêncio inicial. Em muitos casos, o paciente não percebe sinais nos primeiros estágios. Depois, conforme o tumor cresce, ele pode dificultar a passagem dos alimentos pelo intestino e provocar sintomas mais evidentes.

Entre os sinais mais relatados estão dor abdominal, náuseas, vômitos, sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, prisão de ventre e sensação de queimação parecida com refluxo.

Portanto, a recomendação principal é simples e direta: sintomas persistentes precisam de investigação médica. Dor que vai e volta, emagrecimento sem explicação e alterações intestinais não devem entrar na gaveta do “depois eu vejo”. O corpo costuma falar baixo antes de gritar.

Diagnóstico exige exames e biópsia

O diagnóstico começa pela avaliação clínica. Primeiro, o médico analisa sintomas, histórico de saúde e possíveis fatores de risco. Em seguida, exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, ajudam a identificar alterações suspeitas.

A endoscopia digestiva alta também pode entrar na investigação, já que permite examinar diretamente a região do duodeno. No entanto, a confirmação depende da biópsia. Nesse procedimento, a equipe médica retira uma amostra do tecido suspeito e envia o material para análise em laboratório.

Assim, os especialistas conseguem definir o tipo de tumor e orientar o tratamento mais adequado.

Metástase torna tratamento mais difícil

Segundo o relato de Gigio, Robson Barros chegou a apresentar resposta positiva ao tratamento. No entanto, a doença retornou em janeiro deste ano com metástase.

A metástase ocorre quando células cancerígenas saem do tumor original e alcançam outras partes do corpo. Nessa fase, a doença deixa de ficar restrita ao ponto de origem. Com isso, o tratamento fica mais complexo e exige uma estratégia mais ampla.

Ainda assim, cada caso depende do estágio do tumor, da condição clínica do paciente e da resposta aos tratamentos disponíveis.

Tratamento varia conforme avanço da doença

O tratamento do adenocarcinoma de duodeno pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A cirurgia costuma aparecer entre as principais alternativas quando os médicos conseguem operar o tumor.

Dependendo da localização e do tamanho da lesão, a equipe pode retirar parte ou todo o duodeno. Em alguns casos, os cirurgiões também recorrem ao procedimento de Whipple, que envolve a remoção do duodeno, da vesícula biliar e de parte do pâncreas.

Além disso, a quimioterapia e a radioterapia podem ajudar a reduzir o risco de retorno da doença ou controlar quadros mais avançados.

Caso reacende alerta sobre saúde digestiva

Robson Barros ficou conhecido nacionalmente como Rob, um dos primeiros paquitos do “Xou da Xuxa”. Ele participou da formação inicial do grupo masculino que acompanhava Xuxa Meneghel no programa infantil e marcou uma geração que cresceu diante da televisão.

Agora, a morte do ex-paquito também chama atenção para um ponto essencial: sintomas digestivos persistentes merecem cuidado. Nem todo desconforto indica câncer, claro. Porém, quando o sinal insiste, o caminho mais seguro passa por consulta, exame e acompanhamento.

A informação não substitui atendimento médico. Mas ela pode acelerar decisões. E, em saúde, tempo não é detalhe. Muitas vezes, é o que muda o rumo da história.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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