Região Santa Catarina

Catarinense deixa a UTI após contaminação pelo hantavírus

Mulher de 60 anos, moradora de Seara, já deixou o hospital

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Catarinense deixa a UTI após contaminação pelo hantavírus
Paciente foi internada iniciamente no Jospital São Roque, em Seara. Foto: divulgação

Em abril deste ano, o hantavírus, uma doença pouco frequente em humanos, provocou espanto mundial após gerar 11 contaminações e três mortes em pessoas que estavam no navio de cruzeiro MV Hondius, que viajava da Argentina para Cabo Verde. Apesar de uma possível pandemia ter sido descartada por especialistas e autoridades, casos esporádicos começaram a virar notícia, como o de uma catarinense na cidade de Seara. Ela deixou a UTI nesta quarta-feira (13) e se recuperou 100% após ser contaminada.

O caso registrado em Santa Catarina chama atenção pela evolução clínica considerada grave no início, mas que terminou com alta hospitalar e recuperação completa. A paciente, uma mulher de 60 anos, foi inicialmente internada no Hospital São Roque, em Seara, e posteriormente transferida para uma UTI em Concórdia, no Meio Oeste, onde recebeu tratamento intensivo até a evolução positiva do quadro. A alta hospitalar ocorreu em 13 de março, após melhora clínica significativa.

Vale destacar que a enfermidade é causada por um vírus transmitido principalmente por roedores silvestres, pode evoluir rapidamente para quadros respiratórios severos e exige atendimento hospitalar intensivo nas fases mais críticas.

As autoridades de saúde descartam qualquer ligação entre o caso de hantavírus registrado em Santa Catarina e o surto investigado em um cruzeiro internacional. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), os dois episódios envolvem linhagens diferentes do vírus, o que indica que não há conexão epidemiológica entre eles.

Após a confirmação do diagnóstico, as Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária de Seara realizaram uma investigação no local onde a paciente vive. O objetivo foi identificar possíveis pontos de exposição ao hantavírus, especialmente em ambientes que possam ter contato com roedores silvestres.

De acordo com a coordenação de saúde do município, o trabalho incluiu orientações diretas à família e medidas de prevenção para reduzir riscos de novas infecções. Além disso, a paciente recebeu acompanhamento da atenção básica local durante todo o processo de recuperação, com monitoramento clínico e laboratorial.

A recomendação é que qualquer pessoa com sinais compatíveis procure atendimento médico imediato, já que a evolução da doença pode ser rápida. A Vigilância Epidemiológica lembra que  casos de hantavírus em Santa Catarina não são inéditos, mas têm baixa incidência e quando ocorrem são originados em áreas rurais, onde há maior exposição a roedores silvestres. Segundo dados da Prefeitura de Seara, houve o registro de apenas um caso em 2025. Em 2024, ninguém se contaminou, segundo os registros.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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