
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu, nesta segunda-feira, 17 de agosto, a fabricação e a venda de suplementos alimentares irregulares em todo o Brasil. A medida atinge os produtos Newfit e Mounja Gummy, além de toda a linha da marca Shark Pro.
No caso do Newfit, uma análise identificou sibutramina, fluoxetina e furosemida na composição. No entanto, o rótulo não informava a presença dessas substâncias.
Além disso, a Anvisa encontrou problemas de registro no Mounja Gummy e falhas graves no processo de fabricação dos suplementos Shark Pro.
Quais suplementos a Anvisa proibiu?
A decisão da Anvisa atinge os seguintes produtos e marcas:
- Suplemento Alimentar Newfit;
- Mounja Gummy;
- todos os suplementos alimentares da marca Shark Pro.
Agora, esses produtos não podem ser fabricados, vendidos, distribuídos, divulgados ou utilizados. Além disso, a agência determinou a apreensão do Newfit e do Mounja Gummy, bem como o recolhimento de toda a linha Shark Pro.
O que a Anvisa encontrou no Newfit?
O Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas analisou o suplemento Newfit e encontrou três substâncias que não apareciam no rótulo:
- sibutramina;
- fluoxetina;
- furosemida.
A empresa RBB Top New, registrada em nome de Romario Barbosa Bueno, responde pelo produto.
A sibutramina atua no controle do apetite e exige prescrição médica. Já a fluoxetina pertence à classe dos antidepressivos. Por sua vez, a furosemida tem ação diurética.
Portanto, a presença desses componentes sem qualquer informação no rótulo impede que o consumidor saiba o que realmente está ingerindo. Diante da irregularidade, a Anvisa proibiu a fabricação, a comercialização, a distribuição, a divulgação e o uso do suplemento.
Por que o Mounja Gummy entrou na lista?
A Anvisa também determinou a apreensão do Mounja Gummy, fabricado pela empresa Bela Blue Beauty Ltda.
Segundo a agência, o produto não possui registro, notificação ou cadastro. Por isso, a empresa não pode mais fabricar, vender, distribuir, importar ou divulgar o suplemento.
Além disso, o nome do produto pode levar consumidores a relacioná-lo a medicamentos usados no tratamento da obesidade ou do diabetes. No entanto, a decisão da Anvisa se baseia na falta de regularização sanitária do suplemento.
Quais falhas atingiram a marca Shark Pro?
A Vigilância Sanitária de Capivari, no interior de São Paulo, inspecionou a fabricante RCA Labs e encontrou falhas graves nas boas práticas de fabricação.
Entre os principais problemas, os fiscais identificaram:
- falta de controle da qualidade das matérias-primas;
- armazenamento inadequado dos ingredientes;
- ausência de registros de manutenção preventiva dos equipamentos;
- falta de estudos de estabilidade dos produtos;
- ausência de notificação de alguns suplementos.
Como resultado, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os suplementos da Shark Pro. Além disso, proibiu a fabricação, a distribuição, a divulgação e o uso dos produtos da marca.
O que o consumidor deve fazer?
Quem possui algum dos produtos atingidos não deve continuar o consumo. Em seguida, o consumidor deve entrar em contato com o estabelecimento onde realizou a compra ou com a empresa responsável.
Caso apresente qualquer reação após o uso, a pessoa deve procurar atendimento médico e informar qual suplemento consumiu. Além disso, deve levar a embalagem ou uma fotografia do rótulo, se possível.
A Anvisa publicou as determinações nas resoluções RE 3.242/2026 e RE 3.244/2026. A agência também divulgou um comunicado oficial com os detalhes das proibições.

