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SC manteve em 2023 mesmo número de feminicídios de 2022

Brasil bateu recorde no ano passado, com 1.463 mulheres mortas

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SC manteve em 2023 mesmo número de feminicídios de 2022
Foto: divulgação

O número de casos de feminicídio no Brasil cresceu 1,6% nesse ano, em relação ao que foi registrado oficialmente no ano passado. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

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Em todo o país, foram 1.463 vítimas de feminicídio ao longo de 2023, o maior número registrado desde que a lei foi criada, em 2015. O levantamento mostra que 18 unidades da federação apresentaram uma taxa de feminicídio acima da média nacional, de 1,4 vítimas para cada 100 mil mulheres.

Em Santa Catarina, o número praticamente se repetiu. Foram 56 feminicídios em 2022, contra 55 em 2023. No entanto, há indícios de que esses dados sejam subnotificados, ou seja, muitos casos ponde mulheres foram mortas por seus parceiros não foram registrados como feminicídio.

É o caso da chilena Eymily Solange Ehrenfeld Cavada, morta aos 39 anos, em outubro de 2020, num apartamento, no bairro Estreito. Eymily foi morta pelo namorado, também Chileno, Mihuel Angel Jardel Serra, então com 40 anos. O caso foi registrado como lesão corporal seguida de morte e sequer chegou a ser investigado pel,a delegacia de homicídios da Capital.

Outro caso foi o da gaúcha Lidiane Santos da Rosa, de 36 anos, estuprada e morta em julho de 2019, na casa onde morava no bairro Monte Cristo. O assassino, Éricles Roberto Bitencourt de Oliveira, então com 23 anos, ateou fogo na casa para eliminar as evidências. Lidiane morava com os três filhos pequenos, que estavam em férias no Rio Grande do Sul. O caso foi registrado como suicídio.

O número de casos de feminicídio no Brasil cresceu 1,6% nesse ano, em relação ao que foi registrado oficialmente no ano passado. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Lidiane, Eymily e Éricles

Dois anos depois, Éricles cometeu o mesmo crime, da mesma forma, contra outra vítima, mas foi descoberto e preso. A Polícia Civil, no entanto, jamais quis reabrir o caso de Lidiane.

Santa Catarina estabilizou em feminicídios

O Mato Grosso foi o estado com a maior taxa de feminicídio no ano passado, foram 2,5 mortes para cada 100 mil mulheres. Apesar do índice elevado, o estado teve uma queda de 2,1% na taxa de vítimas.

Entre 2015 e 2023, ao menos 10.655 mulheres foram vítimas de feminicídio.

Empatados em segundo lugar, Acre, Rondônia e Tocantins possuem uma taxa de 2,4 mortes por 100 mil mulheres. Na terceira posição aparece o Distrito Federal, com 2,3 vítimas para cada 100 mil.

O Distrito Federal teve um aumento de 78,9% na taxa de feminicídio, passando de 19 vítimas em 2022 para 34 no ano passado.

As menores taxas de feminicídios foram registrados no Ceará (0,9 por 100 mil), São Paulo (1,0 por 100 mil) e Amapá (1,1 por 100 mil).

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