
O vereador de Joinville, Mateus Batista (União), voltou a defender declarações polêmicas sobre migração e o Norte do país durante uma entrevista na noite desta quinta-feira (7). Em debate no programa Contraponto, transmitido pelo canal Notícias Joinville, o parlamentar reafirmou frases como “o Pará é um lixo” e criticou o que chama de processo de “favelização” em Santa Catarina. De acordo com o vereador, suas falas não possuem caráter xenofóbico, mas sim um tom de alerta sobre o crescimento urbano da cidade.
Justificativas do vereador
Durante a transmissão, Batista argumentou que o aumento populacional desordenado pode transformar Joinville em um cenário de criminalidade. Nesse sentido, ele utilizou Belém, capital do Pará, como exemplo negativo. “O Pará é um lixo, reafirmo aqui. Quase 60% da população de Belém vive em favela. A favela não é algo bom”, declarou o parlamentar. Além disso, ele estendeu as críticas a Florianópolis, reiterando que considera as comunidades locais “um lixo”.
Por outro lado, o cantor e ativista Jesus Lumma, que participava como comentarista, contestou as afirmações de forma incisiva. Lumma defendeu que generalizar a realidade das periferias ignora as soluções tecnológicas e os talentos que surgem nesses locais. Segundo o ativista, falas desse tipo podem acirrar o preconceito em um estado que recebe migrantes de diversas regiões brasileiras.
Investigação no MPF
Vale lembrar que as declarações de Mateus Batista já são alvo de um inquérito civil no Ministério Público Federal (MPF) desde fevereiro. O órgão apura se os conteúdos publicados pelo vereador e por membros do MBL nas redes sociais configuram crime ou dano social. Apesar da investigação, o parlamentar afirmou anteriormente que não pretende recuar ou pedir desculpas. Por fim, sustentou que sua crítica é direcionada ao modelo urbanístico e não aos moradores das comunidades.

