
A Justiça de São Paulo determinou a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), de 94 anos, após pedido feito pelos filhos. A decisão liminar já está em vigor e, portanto, autoriza que Paulo Henrique Cardoso assuma a representação legal do pai. Dessa forma, ele passa a responder por decisões civis e pela administração do patrimônio, enquanto o processo segue sob segredo.
Segundo documentos anexados pela família, o pedido se baseia no agravamento do estado de saúde do ex-presidente, que possuí Alzheimer, com registro médico que aponta evolução de declínio cognitivo. Além disso, o histórico recente reforça o afastamento da vida pública, já que FHC não concede entrevistas há anos. Ainda assim, em 2025, teve sua obra completa disponibilizada gratuitamente em bibliotecas digitais de todo o país.
Em geral, a Justiça tende a autorizar a interdição em casos de doenças crônicas com sequelas irreversíveis. Nesse contexto, a medida também permite que o filho pratique atos cotidianos em nome do pai, resolvendo questões burocráticas e legais. Enquanto isso, tanto a família quanto a instituição que preserva seu legado evitam comentar o caso, destacando o caráter privado da situação.

Trajetória de FHC
Sociólogo e um dos principais nomes da política brasileira contemporânea, Fernando Henrique Cardoso presidiu o país entre 1995 e 2002. Antes disso, como ministro da Fazenda, liderou a implementação do Plano Real, que estabilizou a economia. Durante seu governo, promoveu privatizações em setores estratégicos e apoiou a emenda que instituiu a reeleição para cargos do Executivo. Além disso, atuou como senador e construiu uma carreira marcada por influência acadêmica e política.

