
A menos de nove meses da eleição presidencial de 2026, uma nova pesquisa eleitoral chega para agitar os bastidores políticos, reposicionar estratégias e intensificar a polarização entre governo e oposição. O levantamento divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Paraná Pesquisas coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno, mas revela um cenário cada vez mais competitivo.
Segundo os dados, Lula aparece com 39,8% das intenções de voto no principal cenário estimulado. Logo atrás, o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 33,1%, reduzindo a distância e consolidando a disputa direta entre os dois campos políticos que dominam o debate nacional desde 2018.
Disputa fragmentada e campo alternativo enfraquecido
Enquanto isso, os demais pré-candidatos surgem bem mais distantes. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), ocupa a terceira posição com 6,5%, seguido pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que registra 3,7%. Na sequência aparecem Romeu Zema (Novo), com 2,8%, Renan Santos (MBL), com 1,5%, e Aldo Rebelo (DC), com 1,1%.
Além disso, o levantamento mostra que 6,8% dos eleitores afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos nomes apresentados. Outros 4,7% não souberam ou preferiram não responder, um indicativo de que ainda há espaço para movimentações, alianças e mudanças de rota até outubro.
Segundo turno mantém tensão e empate técnico
Ao mesmo tempo, a pesquisa testou cenários de segundo turno, que reforçam o clima de incerteza e tensão política. Em todas as simulações, Lula aparece numericamente à frente, com percentuais que variam de 43,9% a 44,8%. No entanto, quando enfrenta Flávio Bolsonaro ou Tarcísio de Freitas, o resultado aponta empate técnico, considerando a margem de erro.
Por outro lado, Ratinho Junior não consegue repetir o desempenho no confronto direto e acaba derrotado nos cenários testados, o que enfraquece, por enquanto, uma terceira via mais competitiva.
Pesquisa amplia pressão e antecipa embate nacional
Dessa forma, o levantamento não apenas fotografa o momento, como também antecipa o tom da campanha: polarização intensa, embates diretos e pouca margem para candidaturas fora dos dois principais polos. Com menos de nove meses até a votação, cada novo número passa a ter peso estratégico e potencial para redefinir discursos, alianças e movimentos partidários.
A pesquisa foi realizada entre 25 e 28 de janeiro de 2026, com 2.080 entrevistados, a partir dos 16 anos, em 160 municípios de 26 estados e do Distrito Federal. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08254/2026. Segundo o instituto, o estudo custou R$ 50 mil, pagos com recursos próprios.

