
Nessa terça-feira (25) a Frente Parlamentar Evangélica no Congresso se reuniu para decidir quem vai ser a liderança evangélica entre os parlamentares. A disputa envolve o deputado Otoni de Paula (MDB), ex-aliado de Jair Bolsonaro (PL) que se aproximou de Lula no final de 2024.
Jair Bolsonaro acompanha com atenção as movimentações dos evangélicos. Contudo, Otoni de Paula declarou “A Frente Parlamentar Evangélica não é um puxadinho do Bolsonaro”. A bancada bolsonarista na Câmara e no Senado, considera o deputado um traidor.
Além disso, Jair Bolsonaro disse que os eleitores de Otoni terão que buscar o apoio de Lula no próximo pleito. O ex-presidente presidente avisou que vai interpretar os votos em Otoni como um gesto de “alta traição”.
“Resolvi parecer mais com Jesus do que com Bolsonaro”, disse o deputado Otoni. Além disso, o parlamentar irritou aliados e o próprio ex-presidente em outubro, quando liderou uma bênção ao presidente Lula na assinatura da lei que criou o Dia da Música Gospel.
A reação mais incisiva veio do pastor e líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia. “Que bancada evangélica vai se aproximar de Lula? Alguns podem se aproximar, mas a massa não vai. O gesto do Otoni acontece porque ele quer jogar para os dois lados, ele quer dar uma de Bolsonaro, mas está queimado do lado de cá”, criticou.

