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EUA: Câmara aprova divulgação total dos arquivos Epstein

Deputados avançam e exigem transparência completa no caso Epstein, enquanto pressão cresce sobre o Senado e sobre Trump

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EUA: Câmara aprova divulgação total dos arquivos Epstein
Foto: Divulgação / Agência Brasil

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, de forma praticamente unânime, a abertura total dos arquivos ligados ao bilionário Jeffrey Epstein. A votação aconteceu nesta terça-feira, 18 de novembro, e somou 427 votos favoráveis e apenas 1 contrário. Com esse resultado expressivo, o projeto segue diretamente para o Senado e transforma o tema em prioridade nacional.

Com isso, o Congresso impulsiona a exigência por transparência e coloca o Departamento de Justiça sob forte pressão para liberar todos os documentos do caso.

Trump reverte posição e agita o cenário político

Donald Trump passou meses tentando afastar o assunto da pauta. Ele acusava os democratas de usar o caso como ferramenta política e insistia para que o tema desaparecesse. No entanto, a situação mudou rapidamente quando novos documentos foram divulgados na semana passada. Entre eles, estavam e-mails em que Epstein citava Trump e mencionava até longas interações com uma das vítimas.

Virada estratégica

Assim que a repercussão aumentou, Trump mudou de postura. Ele passou a orientar os republicanos a apoiar o projeto e afirmou em sua rede social que o partido deveria votar pela abertura dos arquivos, já que, segundo ele, “não há nada a esconder”. Além disso, prometeu sancionar a lei caso ela também avance no Senado.

Essa mudança acelerou o movimento bipartidário pela transparência e fortaleceu o apoio ao projeto.

Arquivos podem revelar nomes e rotas do esquema

O projeto obriga o Departamento de Justiça a divulgar todos os registros relacionados a Epstein e a Ghislaine Maxwell, incluindo viagens, listas de contatos, comunicações internas e materiais que citam autoridades americanas e estrangeiras. A lei também proíbe que informações sejam escondidas por motivo de constrangimento, dano à reputação ou sensibilidade política.

As vítimas enviaram uma carta ao Congresso pedindo transparência total. Elas reforçaram a importância da divulgação completa e afirmaram que o país não pode proteger nomes poderosos enquanto busca justiça.

Senado assume o protagonismo agora

Com a aprovação esmagadora na Câmara, o foco muda para o Senado. O líder da maioria, John Thune, mostrou cautela, mas a pressão pública é crescente. Muitos senadores já sinalizam que devem apoiar o texto.

Se o Senado aprovar o projeto, ele seguirá para a sanção presidencial. Caso isso ocorra, os Estados Unidos poderão revelar, pela primeira vez, todos os bastidores de um dos casos mais sombrios e politicamente sensíveis da história recente do país.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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