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Em discurso, Lula critica sanções arbitrárias e agressões ao judiciário

Presidente brasileiro também condenou genocídio em Gaza e desmatamento em fala na ONU

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Em discurso, Lula critica sanções arbitrárias e agressões ao judiciário
Foto: Agência Brasil / divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro a discursar, abrindo nesta terça-feira (23) a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. Lula fez duras críticas às sanções dos Estados Unidos, se referindo àquele País como de extrema direita internacional. Confira trechos do discurso Lula:

Lula focou seu discurso na defesa do multilateralismo e da cooperação internacional. “Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência, exaltam a ignorância, atuam como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa”, afirmou o presidente.

“Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos autocratas”, disse Lula, em referência à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele criticou fortemente as ações do presidente dos EUA, Donald Trump, sem citá-los nominalmente.

Falsos patriotas

“Falsos patriotas, arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade. Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado democrático de direito. Foi investigado indiciado e julgado e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam às suas vítimas”, disse ainda.

E prosseguiu: “a agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”, continuou Lula. “A intolerância em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias”, disse, em referência às sanções de Trump contra os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal.

Trump tampouco foi poupado. O presidente tem repetido que o tarifaço de Trump é uma “chantagem econômica”. Em meio a uma tensão inédita entre os dois países, o norte-americano será o próximo chefe de Estado a falar.

“Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões à política do poder. Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra”.

Presidente abriu a assembleia da ONU

Como esperado, Lula pediu também paz e condenou os ataques de Israel. Ontem, ele já havia reafirmado que considera o que acontece na Faixa de Gaza como “genocídio” e “limpeza étnica”. “Todos sabemos que não haverá solução militar”, disse, sobre o conflito na Ucrânia.

O presidente tratou ainda da importância do chamado Sul Global. Ele defendeu o financiamento para países em desenvolvimento e maior participação dessas nações na tomada de decisões internacionais, cobrando, mais uma vez, mais cadeiras permanentes no Conselho de Segurança da ONU.

Também tratou da COP30, na Amazônia. O presidente brasileiro abordou o evento, a ser realizado em Belém, em novembro, chamando mais uma vez de “COP da verdade”, cobrando compromissos de países ricos.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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